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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Ama-se para sempre.

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Há quem diga que tenho um coração do tamanho do mundo. Cheio de amor. Que nasci para amar. Que não sei fazer outra coisa senão amar. As pessoas que me rodeiam e as que, por alguma razão, não me podem rodear. Tudo aquilo que faço e que não faço. Tudo aquilo em que acredito e que faço com que os outros acreditem comigo. A base é sempre o amor.

A verdade é que fui aprendendo que, na minha vida, não existe muito espaço para aquilo que, de alguma forma ou feitio, não é amor. Porque não faz sentido ter ou lutar por algo que não me preenche enquanto pessoa e enquanto mulher. Porque existe um caminho muito certo em mim que é o daquilo que sinto e sei que me faz feliz, em todas as descobertas que tenho feito e vou fazendo todos os dias. Hoje sei que vivo com essa base muito certa em mim.

Amo com todo o meu coração. Só assim sei gostar dos outros. Só assim sei entregar-me aos outros e a tudo que me faz feliz. Não existem distâncias, momentos menos bons, sentimentos menos favoráveis que diminuam o meu amor pelas pessoas. Se senti que as amei uma vez, vou amá-las para o resto da vida. Mesmo que já não estejam presentes. Mesmo que os nossos caminhos se tenham desviado. Mesmo que exista uma distância que só é diminuída de longe a longe.

Acredito que toda a gente entra na nossa vida por alguma razão. E se nos fazem amá-las porque é que nos serão indiferentes depois? Ninguém me é indiferente depois de pisar as linhas do meu caminho. Porque me tocou e me mudou de alguma forma. Porque deixou alguma coisa sua em mim. E isso faz toda a diferença.

A base de tudo na minha vida é o amor. Nas suas mais variadas formas. Nas suas mais variadas distâncias. Nas mais variadas pessoas. E nunca se deve virar as costas ao amor. Porque quando se ama, ama-se para sempre.

Situações incompreensíveis

Ontem houve aquela grande manifestação dos taxistas em Lisboa. Tudo muito bem. Toda a gente tem o direito de se manifestar e de reinvidar aquilo que acha que é mais correto. Mas existem limites. Limites esses que ontem foram totalmente ultrapassados por um grupo de pessoas que acha que uma manifestação só corre bem se houver pancada lá pelo meio. 

As imagens que ontem foram sendo sucessivamente passadas na televisão eram tristes. Muitos tristes. Carros da Uber a serem vandalizados, polícias a serem insultados, pessoas que partilham as mesmas ideias e estavam lá pela mesma razão a serem mal educados uns para outros. Eu pergunto-me se eles ficaram com a ideia que tinham conseguido atingir o objetivo deles... É que se acham que conseguiram, na minha opinião, estão muito errados.

O que se passou ontem foi vergonhoso e, infelizmente, muitos taxistas que gostam muito do que fazem, que nem sequer puseram os pés naquela "manifestação", hoje são mal vistos por causa de todo o caos provocado ontem. É triste, mas a realidade é que por 1 pagam todos.

Nada se conseguiu com aquele espetáculo todo, tirando o facto de toda a gente ter ficado a perceber que ainda existem homens (se é que se pode chamar homem) que pensam que as mulheres são objetos. Falo daquela declaração infeliz de um taxista para uma estação de televisão. "As leis são como as meninas virgens... São para serem violadas."

Não quis acreditar no que estava a ouvir na altura. Foi demasiado mau. Demasiado machista. Demasiado animalesco. É de uma falta noção pura. Eu achava que era impossível ouvir uma coisa destas em pleno século XXI, mas afinal ainda existem mentes pequeninas neste mundo. Eu quero acreditar que o senhor que proferiu estas palavras o disse no calor do momento e que não queria dizer de todo o que disse de forma literal, porque se não foi assim, é caso para dizer que este ser ficou na Idade Média.

O momento em que deixei de acreditar no amor

 

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Como assim a Angelina Jolie e o Brad Pitt vão divorciar-se? Como assim o casal mais perfeito de Hollywood não durou para sempre? O meu coração está completamente despedaçado. Eu estou em choque e custa-me muito ver todas as notícias, ainda que meramente especulativas, que tem saído nos últimos dias.

Eles eram o casal perfeito. Com os filhos perfeitos. Com a vida perfeita. Isto era o que toda a gente pensava, inclusive eu. Sempre fui uma grande admirada deste amor. Era daqueles casais que eu dizia que estariam juntos para o resto da vida e que me faziam acreditar no amor. Aliás, depois da separação do Pedro Teixeira e da Cláudia Vieira, eram o único casal pelo qual eu punha as mãos no fogo. Pois bem, queimei-me. E muito.

Eles vão separar-se e eu deixei, definitivamente, de acreditar no amor! 

20 Primaveras

Hoje deixo de ser "teen". Hoje passo, supostamente, a pertencer aos adultos. Deixo a adolêscencia e tudo o que ela implica para trás. Na realidade, muito antes da chegada dos meus 20 anos, já o tinha feito em certos aspetos. 

Neste momento, só quero que os 20 anos me tragam tudo o que os 19 não trouxeram. Quero mais amor, mais diversão, mais pessoas boas. Quero ter um 2º ano de faculdade excelente. Quero ter os meus do meu lado. Entrei neste dia da melhor forma possível. Que venham o 20,21,22... Estou pronta para tudo isso e muito mais!

 

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Onde o Céu é Azul

A faculdade trouxe-me muitas coisas boas, já aqui o referi várias vezes. Além de pessoas e momentos inesquecíveis, deu-me também a oportunidade de fazer parte de um projeto que me enche o coração. Tenho um blog de família. Um blog que era da minha madrinha, mas que, por falta do tempo, teve de ser posto de parte. Nós, os 10 rebentos dela, decidimos pegar num projeto que lhe dizia tanto e fazê-lo nosso também. Nasceu o "Onde o Céu é Azul" com uma nova cara, novos escritores, novas ideias, mas sempre com a mesmo objetivo. Escrever. Com amor. Porque o amor é o que nos leva mais longe. Sempre. 

Deixo-vos aqui o link para que possam visitar e ler tudo o que lá foi publicado. 

 

http://ondeoceueazul.wixsite.com/blog

Uma Engenheira no mundo das Letras.

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Acredito com todas as minhas forças que todas as pessoas que entram na minha vida o fazem com um propósito. Nada é em vão. Por muito pouco tempo que estejam comigo, ensinam-me algo. Bom ou mau ensinam. 

Tu vieste para virar tudo de pernas para o ar. Para me ensinar que são nos piores momentos que devemos soltar as nossas melhores gargalhadas. Para me mostrar que nada tem um fim definitivo. Para me fazer voltar ao mundo das crianças.

Trouxeste vida, sorrisos, vontade de melhorar. Passo a passo. Caminho a caminho. Contigo nada é linear. Contigo nada é estático. És vida. És gargalhadas. És aleatoridade. És do melhor que a vida e a faculdade me podiam dar. Porque fazes com que nunca esteja sozinha. Porque fazes um esforço para me perceber. Porque nunca me dizes não quando te peço ajuda. 

Hoje sei que sou melhor. Por tua causa. Por todas as gargalhadas que me fizeste soltar ao longo dos duros meses que já lá vão. Por todas as brincadeiras que fomos tendo. Por todos os planos que fizemos e que cumprimos. Precisava do teu pensamento matemático de engenheira com um lado humanístico nunca antes visto. Precisava da tua simplicidade de criança. Necessitava da tua aleatoriedade para me fazer voar num mundo que me era totalmente desconhecido. 

A doçura que transmites com o olhar, dá-me a calma que não tenho. O carinho que passas com cada abraço, dá-me a força que, por vezes, me falta. Cada insulto teu é, para mim, um passo dado para uma amizade que durará uma vida. 

Juntas deixamos a idade adulta, que os 20 anos exigem, para trás. Deixamos de ser alunas de faculdade. Deixamos de ser sérias, carrancudas, extremamente responsáveis. Passamos a ser crianças, felizes, com uma alegria que contagia qualquer um. Passamos a ser brincadeira, estupidez e descontração. 

Que nunca nos faltem os sorrisos e a vontade de brincar. Que nunca nos passe a vontade de ser "básicas" e a vontade de descontruir tudo o que nos rodeia. Que nunca deixemos de ser meninas-mulheres e que a vontade de sermos felizes seja sempre superior às infelicidades e aos buracos que a vida se encarrega de pôr nos nossos caminhos.

Ao fim de 1 ano, sei que encontrei uma amiga para a vida. Uma engenheira que tem uma veia poética que a puxa para o mundo encantado das Letras e a afasta do mundo complicado dos números. A ti, que és a amiga das gargalhadas nos momentos mais inapropriados, um grande obrigada. 

 

 

Serei sempre Novata

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 Hoje reparei que nunca mais tinha falei da Real Tertúlia dos Bastardos - o grupo académico do qual faço parte. 

Como estudante do 1º ano, fui novata. E fui tão feliz como novata. Tão feliz que gostava de ser para sempre novata e poder viver tudo vezes e vezes sem conta. É indiscritível a sensação de levar o símbolo deste grupo ao peito e poder dizer que faço parte dele.

A verdade é que somos família. Mais do que muitos imaginam. Mais do que eu estava à espera. Cada uma daquelas pessoas tornou a minha vida um bocadinho mais feliz. Semana após semana. Reunião após reunião. Foi na Real Tertúlia dos Bastardos que encontrei o meu lugar no mundo gigante que é a Academia.

Encontrei uma madrinha que me enche de amor e carinho, que me ajuda quando mais preciso, que me faz sentir especial a cada passo que damos. Tive direito a 9 fantásticos irmãos com quem "divido" a minha madrinha. E somos felizes por sermos tantos, porque, no fim do dia, o que nos une é o amor que sentimos por aquela que é a nossa "mãe" e por aquela que é a nossa casa, a Real Tertúlia dos Bastardos.

Tive direito a um Compromisso, a um Batismo, a uma Serenata. No compromisso, jurei amar a Tertúlia e honrar todos os seus momentos. Jurei ser Bastarda. No batismo, fui apelidada Fada Norte de Oz, juntando-me a uma família que não irá acabar. A Família de Oz. Na noite da monumental serenata, foi-me traçada a capa, fechando, assim, um ano que eu não queria que acabasse. O meu ano de Novata. O meu ano como bebé num mundo tão grande e maravilhoso para ser descoberto. Um ano em que as responsabilidades eram grandes, mas muito pequeninas comparadas com aquilo que ainda aí vem.

Não me importava de ser Novata outra vez. Não me importava de voltar a viver tudo de novo outra vez. Não me importava de continuar bebé, de continuar uma das pessoas novas. Aprendi tanto este ano! Fiz amigos para toda a vida. Ganhei um respeito diferente daquele que já tinha pela Academia. E fui tão, mas tão feliz!

Fui, sou e serei sempre Novata, tal como serei sempre Bastarda, orgulhosa do símbolo que leva no peito.

Mentalidades demasiado pequenas

O Rui Maria Pêgo, filho da Júlia Pinheiro, há uns dias atrás fez um post, uma espécie de reflexão, na sua página de facebook sobre o que se passou em Orlando, nos Estados Unidos, assumindo a sua homossexualidade no final do seu texto. Pois bem, até aqui está tudo bem. Sendo figura pública e filho da pessoa que é, este assunto tomou proporções gigantes na imprensa.

Ontem, numa dessas rubricas dos programas de televisão em que se fala sobre as notícias que saem nas revistas cor-de-rosa, João Malheiro deu a sua opinião. E qual é a sua opinião? Que a homossexualidade é uma doença. Eu sei que se deve respeitar a opinião de todos, mas há limites. 

É nestas alturas que eu me apercebo que, afinal, ainda não evoluímos o suficiente para aceitarmos que as pessoas não são todas iguais, que não seguimos todos o mesmo caminho, mas que, no final de contas, somos todos seres humanos e que o amor é o mais importante.

Este senhor, sendo quem é, devia ter tido um bocadinho mais de cuidado ao comentar o que estava a comentar. Devia ter tido um bocadinho mais de respeito e de bom senso. Não somos todos iguais, nem temos de o ser. Cada um é como é. O que importa é a felicidade que isso nos traz. 

Este tipo de situações deixa-me revoltada e sem palavras. Este país ainda é feito de mentalidades demasiado pequenas e não consegue acompanhar a grandeza das pessoas de que é feito. 

 

Pray for the World

 

 

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O Mundo anda, definitivamente, virado do avesso. A noção do que está correto ou o que está errado deixou de existir. O ódio veio substituir o amor. A calma e a paz deram os seus lugares ao medo e ao pânico. 

O que aconteceu em Orlando foi uma pequena (grande!) prova disso. Não existe qualquer tipo de explicação para que 50 pessoas tenham sido mortas e muitas outras tenham ficado feridas. Não existe qualquer tipo de explicação para que um "homem" ter entrado num discoteca aos tiros como se não houvesse amanhã. Não existe explicação para que um beijo entre duas pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou não, tenha despoletado todo este cenário de sangue. Simplesmente, não existe desculpa.

O preconceito já existe há muito tempo, mas nunca foi tão demonstrada como nos últimos anos. Nunca o Mundo foi alvo de tanto ódio como agora. Nunca a humanidade foi tão atacada como nos últimos tempos. E porquê? Porque as pessoas não conseguem viver com as diferenças dos outros, porque existem estereótipos que toldam o pensamento, porque odiar o outro é muito mais fácil do que amar.

O ataque não foi uma ataque a uma comunidade. Foi um ataque a toda a humanidade. A orientação sexual de cada uma das pessoas feridas e mortas não devia importar. As escolhas que cada um faz para si, deviam ser só preocupação sua. Ninguém tem o direito de ceifar vidas desta forma. Ninguém tem o direito de dizer que este ou aquele é isto e aquilo só porque não vivem e vêm a vida da mesma forma que todos os outros.

O Mundo precisa, urgentemente, de uma mudança drástica. Para que não existam mais ataques destes, para que o ódio se dissipe e o amor percorra todos nós. Para que a paz possa ser sempre mais importante que a guerra. Depois deste ataque, o Mundo ficou mais pequenino no que toca a esperança. Somos humanos, mas cada vez menos pessoas. Porque uma pessoa, com sentimentos, com consciência, nunca faria uma coisa destas.