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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Natal

O Natal para mim sempre foi uma epóca de grande alegria e entusiasmo. Mal entrava de férias começava a chatear a minha mãe para saber quais eram os presentes que ela tinha comprado ou o pai natal ia trazer na Noite de Natal. Aquele cheiro característico destes dias fazia-me sonhar e ter sempre vontade que a noite de dia 24 chegasse. Eu adorava esta época.

Infelizmente, as coisas mudaram de há uns tempos para cá. Desde que a minha avó morreu, para mim, o Natal deixou de ser importante e passou a ser um dia como tantos outros. Agora custa-me passar estes dias. As saudades são muitas e é como se faltasse qualquer coisa dentro de mim. Sinto um grande vazio dentro de mim.

Na noite de Natal ou na noite de Passagem de Ano (dependendo do ano), falta a minha avó na cabeceira da mesa com as suas piadas, com o seu sorriso característico. Sinto falta de poder dar-lhe um beijo nas 12 badaladas. Sinto falta de a ouvir dizer "Bom Natal meus filhos e meus netos".

O Natal e a Passagem de Ano já não são o que eram e a magia perdeu-se no primeiro ano em que olhei para a mesa e faltava a minha avó, uma das pessoas mais importantes da minha vida. Agora são dias exatamente iguais aos outros.

O meu estado de espírito


"Há dias em que me sinto vazia, como se um cansaço imenso e letárgico se tivesse instalado sem pré-aviso e me tolhasse o coração e o espírito. São dias em que acordar é pior do que ter um pesadelo e levantar-me da cama parece mais difícil do que atravessar o Atlântico a nado.
Manhãs submersas em recordações e saudades, a sonhar calada tudo o que quis e nunca tive, mais o que mereço mas ainda não alcancei."


Margarida Rebelo Pinto

It's over!

 

Nestes dias só consigo perguntar: porque? Porque é que as coisas tem de ser assim? Porque é que não uma saída mais fácil de todas as situações sem ser fugir? Porque é que tudo se complica quando a complicação já é muita? Sinceramente, não sei, mas adoraria ter as respostas para estas perguntas e consguir fazer com que tudo melhorasse.

Acho que a situação em que estamos podia ser evitada. Por mim e por ti. Acho que o tipo de reação que estás a ter não é certamente a mais adequada. Custa-me saber de depois de 15 anos de amizade ainda não me conheças e não confies em mim. Custa-me saber que apesar de eu de te dizer o que sinto, tu não acreditas em mim. Custa-me saber que está a ir tudo por água a baixo por causa do teu orgulho.

Desilude-me saber que tu não consegues ser superior a certas coisas. Desilude-me saber que quando eu precisar, tu não vais lá estar. Desilude-me saber que eu para ti não tenho tanta importância como tu tens para mim.

Magoa, magoa e magoa... Mas se há capacidade que eu tenho é de dar a volta por cima e levantar-me de cada queda que dou. Não queres saber? Eu também deixo de querer. Não deixas o orgulho de lado? Eu também não deixo. Não queres saber se me magoa ou não? Eu também deixo de me preocupar com o que tu sentes.

Por vezes, há que crescer... Eu cresci, mas tu ficaste congelado num tempo em que não se consegue lidar com problemas como estes. Por isso, it's over.

 

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