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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Time, Future and Best Friend


Sempre fui de olhar e de me preocupar muito com o futuro, de me deixar afectar pelas minhas "previsões" e por ter medo do que possa acontecer.

Há uns tempos atrás deixei de me preocupar com isso e passei a viver um dia de cada vez, mas sempre com aquele bichinho dentro de mim de "como é que vai ser daqui a uns tempos?", "será que isto vai dar por muito tempo?", etc.
Com as amizades sou mil vezes pior. Principalmente quando se fala na minha melhor amiga. Tenho um medo que, por muito que eu tente não consigo controlar, de a perder. É das pessoas mais importantes da minha vida e é a pessoa que me conhece melhor, sem dúvida. (tirando a minha mãe, claramente)
Com o fim da escola e com as dúvidas que existem sobre mudanças de escola, a minha cabeça tem andado um reboliço no que toca a "previsões". A nossa relação tem vindo a mudar imenso no último ano. No ano passado entrámos para o secundário, uma foi para ciência e outra para humanidades, ou seja, horários diferentes, mas que, na altura, davam para conciliar e conseguíamos passar algum (até bastante) tempo juntas.

Este ano, as coisas mudaram. Os nossos horários são completamente diferentes, passámos muito menos tempo uma com a outra e, às vezes, acho que até nos tornámos quase como melhores amigas virtuais. Falámos muito mais por sms do que pessoalmente, até porque é quase impossível falar com ela na escola, visto que nos estão sempre a interromper as conversas. Isto tudo tem-me dado uma volta enorme há cabeça e ela sabe disso.

O fim das aulas está aí, depois vem os exames e depois as férias. Cada uma de nós tem planos diferentes para as férias o que vai complicar muito o estarmos juntas, mas, o que mais incomoda, é para o ano se uma de nós mudar de escola.

O tempo aí vai ser muito escasso, apesar de no 12º ano termos só as manhãs preenchidas com aulas, mas depois vem os treinos, as explicações e o resto. Nada resta para estarmos juntas. Se eu já sinto a falta do que erámos antes, fará para o ano...

Eu não quero pensar que vamos deixar de ser melhores amigas porque isso é praticamente impossível, mas o futuro, neste momento, é uma coisa que me incomoda imenso e que me deixa cheia de dores de cabeça. Tenho tentado abstrair-me um bocado e tenho tentado não pensar muito nisto, mas é díficil quando se trata de uma das pessoas mais importantes da minha vida.

Agora é esperar e ver...

O amor acontece...



Ela não acreditava que podia ser plenamente feliz com outra pessoa. Tinha deixado de acreditar no amor depois de todas as decepções que tinha tido no passado. Viva a su vida como qualquer outra adolescente, como qualquer outra pessoa. Não esperava surpresas, não esperava que a sua vida muda-se radicalmente.
Ele apareceu. Apareceu na sua vida sem aviso prévio, sem ela se poder proteger.
Tornaram-se amigos. Ela, ao longo do tempo, deixou-se levar. Foi confiando mais e mais nele. Foi deixando que ele entrasse na sua vida sem restrições. Deixou que ele soubesse todo o seu passado, todos os seus segredos. Deixou que ele lhe visse a alma. Ele era o porto seguro dela.

Nunca passara na cabeça que aquele rapaz, que via todos os dias, pudesse ser tanto na sua vida. Nunca pensara que conseguisse deixar uma pessoa, principalmente um rapaz, conhecer tanto de si.

A confiança que ela tinha nele, no pensamento da rapariga, era anormal. A maneira como gostava, pensava e sentia falta dele, era anormal. Toda aquela situação era nova. Na sua última decepção prometera a si mesma que nunca mais deixaria que uma pessoa entrasse assim na sua vida e nunca mais se apaixonaria assim tão facilmente.
Ele, depois de todo o tempo passado com ela, percebera que a rapariga vivia fechada na sua própria bolha. Ela vivia com medo. Medo que percebessem quem ela era. Medo de ser magoada. Medo de ser abandonada. O objetivo dele era fazer com que ela deixasse de viver receosa e passasse a ver a vida e as pessoas com um sorriso na cara. Queria conhecê-la até ao mais infímo pormenor e queria fazer com que ela se apercebesse que ele não a ia abandonar.
Ela, por muito que tentasse fugir, já não conseguia. Estava apaixonada. Toda esta situação e a rapidez com que tudo tinha acontecido deixavam-na desconfortável.
As barreiras que ela própria considerava necessárias tinham desaparecido. Ele fizera com que ela acreditasse no amor, fizera com que ela acreditasse que nem toda a gente magoa e que nem toda a gente abandona.
Eles, mais tarde, começaram a namorar.

I want to say...


Eu sempre tive imensa dificuldade em dizer aquilo que sentia às pessoas. Sempre fui uma pessoa extremamente reservada quanto as sentimentos e, para mim, é mais fácil dizer o que sinto por escrito do que pessoalmente. Acho que consigo expressar-me melhor e consigo fazer com que as pessoas percebam melhor aquilo que quero dizer.

Este meu pequeno "problema", às vezes, traz-me alguns dissabores, pois muita gente pensa que é cobardia e não um dos aspetos da minha maneira de ser.

À minha dificuldade de me expressar pessoalmente junta-se o medo de magoar as pessoas. Tenho um medo enorme em magoar as pessoas que são mais importantes para mim e, sendo assim, tenho tendência a pensar demasiado e a escolher demasiado aquilo que lhes vou dizer, deixando a minha mensagem quase como um apanhado de palavras que não fazem sentido. Torna-se muito díficil transmitir a mensagem e fazer com que as pessoas me entendam.

Ultimamente tenho tentado melhorar este meu "problema", mas acho que, em vez de ajudar, só estou a piorar. Acabo por falar por meias palavras e por não dizer o que quero, por isso acho que o melhor é continuar a dizer o que sinto por escrito, porque assim acho que toda a gente me entende e consegue ter uma melhor explicação sobre o que sinto e o porquê de sentir e achar certas coisas.