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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Um GRANDE obrigada!

 

 

Nas últimas duas semanas, o nosso país anda num alvoroço pavoroso. As grandes áreas verdes do Norte e não só estão repletas de chamas e ameaçam as casas de várias populações.

Se me perguntarem se eu entendo as pessoas que pegam fogo às nossas matas, não, não entendo. Não há  explicação possível para aquilo que eles fazem. Não há consolação possível para as pessoas que perde tudo neste tipo de coisas, para as famílias dos 5 bombeiros mortos nos incêndios.

Para mim, essas pessoas não deviam ir para a prisão, pois passados uns meses ou uns anos acabam por sair mesmo antes de a pena ter sido cumprida por inteiro. As pessoas que cometem este tipo de crueldades sem pensar nos outros deviam ser postos no meio da confusão e do desespero que criaram. Deviam ser postos no meio das chamas e deviam passar por aquilo que todas as pessoas que perderam a vida passaram. 

Eu sei que não se deve desejar a morte a ninguém e eu não o costumo fazer, mas custa-me ver a injustiça prevalecer no nosso país. Custa-me ver pessoas a fazerem tanto mal a sairem ilesas e os bombeiros que trabalham tanto a serem mortos e a saírem feridos disto.

Digam o que disserem, nas últimas semanas, os heróis deste país têm sido os bombeiros. É a eles que nós devemos tudo e fica aqui um ENORME obrigada a todos os bombeiros deste país que arriscam a vida para salvar tudo o que é dos outros.

Fairytale



Quando somos pequenas acabamos por ser confrontadas com as histórias da Disney. Todos aqueles contos de fadas onde a menina encontra sempre o seu príncipe encantado ou a princesa acaba sempre com o seu grande amor, aconteça o que acontecer.Como todos estes exemplos, nós acabamos por criar uma realidade ou um desejo parecido com o que vimos na televisão ou lemos nos livros das histórias de encantar.

Todas nós queremos encontrar o nosso princípe de encantar, alguém que nos faça feliz para sempre, alguém que nos diga o quanto soos bonitas e especiais, mas nunca ponderámos a ideia de tudo ser uma invenção ou uma realidade que não é tão linear como a que nos é passada até chegarmos à adolescência.

A adolescência traz-nos uma percepção dos contos de fada completamente diferente da que tínhamos quando éramos crianças, como é natural. Temos uma maneira de pensar mais adulta (habitualmente), a nossa maturidade está a crescer e é na adolescência que nos apaixonámos verdadeiramente. Temos o nosso 1º grande amor, onde, no início, tudo é fantástico, tal e qual como sempre imaginámos, mas nada dura para sempre e, frequentemente, ao fim do 1º ano de namoro (aqueles que lá chegam) começa-se a perceber que aquilo que nós acreditávamos que era o certo e aquela pessoa que nós viámos não é bem assim. Aqui começamos a ver que os contos de fadas não existem e que a vida não é assim tão perfeita como previamos. 

Amores perfeitos não existem. Relações perfeitas não existem. O amor é muito bonito, traz-nos muita felicidade, mas também nos magoa, também destrói sonhos, esperanças, planos, etc.

Durante a nossa infância, somos bombardeadas por realidades idealísticas, por realidades paralelas a verdadeira realidade que é a vida humana.

Não digo que não existam amores que durem muitos anos e que pareçam perfeitos porque os existem e numa quantidade considerável. Basta olhar para os casais de idade mais avançada. Mas eu pergunto... Até onde é que tudo não passa de aparências?  Toda a gente sabe que esses casais já devem ter passado por muitos altos e baixos e que a felicidade plena não dura para sempre.

Contos de fadas não existem. Amores perfeitos são ilusões. Existem, sim, relações que resultam porque ambas as partes trabalham e se esforçam para que as diferenças não se façam notar. 

Vive!

 

 



"Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele. Quanto vivas
Sem que o gozes, não vives.

Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.

Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega
A natural ventura! "

 

Ricardo Reis

 



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E você tenta explicar porque mudou e acaba mudando novamente. Tenta mostrar que a vida impôs novas regras para tua sobrevivência e desapegar foi a melhor saída. E você chega ao ponto que encontra a solidão como o melhor conforto nos dias de tormenta, descobre que estar em paz com você mesmo é melhor que dizer “estou bem” por ai. Viva o hoje, espere o amanhã e se lembre das lições que aprendeu ontem. Regras básicas para sorrir com um tom de sinceridade nos dias atuais em que vivemos.

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