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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Despedidas

Odeio despedidas. Seja de que tipo for. Não gosto de dizer "adeus". Não gosto de todo o sofrimento que estas causam, de todo o stress e todo o ambiente que criam. Normalmente, choro. E custa-me muito ultrapassar este tipo de situações porque as saudades são demasiadas para conseguir esquecer. 

Já me despedi de muita gente. Família, amigos, conhecidos. Sempre me contive e consegui sempre manter-me "bem" perante a ausência dessas pessoas.  Ontem, despedi-me de uma pessoa.Ontem foi diferente, foi mais doloroso, foi mais intenso. Ontem custou muito mais.  Ele era da minha turma há 3 anos e, durante esse tempo, discutímos, discutímos, discutímos. Este ano alguma coisa mudou. Estava muito mais próxima dela. Não discutíamos. Ele percebeu que não valia a pena estar sempre em guerra comigo. E ele foi embora. Hoje. Percebi que gosto muito mais dele que imaginava, que ele me vai fazer uma falta do caraças e que a turma sem ele não é a mesma coisa. Sinto a falta dele. Das piadas que não tinham piada nenhuma, dos comentários desnecessários, até da maneira mais bruta que ele tinha de ser. 

Ele é irritante, não se sabe comportar em certas situações, mas tem um coração do tamanho do mundo. É muito sensível e não tem medo de dizer tudo aquilo que sente. Ao vê-lo chorar, enquanto se despedia de nós, percebi que ele é um bebé grande. Porque, apesar de ter um ar todo durão, ele precisa de atenção, de carinho. Ele é especial e eu fiz questão de lho dizer. Gosto muito dele e ele faz-me falta. Hoje chorei por ele e sei que, sempre que se falar nele, as lágrimas vão querer sair, porque ele vai estar sempre comigo e eu nunca me vou esquecer de tudo o que ele me disse de bom. Vou ter saudades dele. Muitas. Mas sei que ele foi para um sítio melhor, onde a vida dele será muito melhor.

O fim do fim de semana

 

é sempre aquele momento que ninguém quer, mas ele chega sempre e mais rápido do que se espera... Depois de um fim de semana a estudar, vamos lá começar a semana que dá o início à época de testes que eu tanto odeio.

Neste momento resta-me sorrir e estar otimista quanto à semana que se avizinha e aos testes.

Boa semana giros e giras!

Praxe ( uma inexperiente a falar)

Não sou uma estudante universitária. Se tudo correr bem, serei para o ano, e, como toda a gente, tenho as minhas expetativas, os meus medos, as minhas ideias preconcebidas quanto à faculdade e tudo o que implica tirar um curso superior. Sei que não vai ser fácil, que, no início, provavelmente, vou sentir-me perdida e que vou odiar aquilo porque não estou com as pessoas que conheço e não estou no meu ambiente, mas se há coisa que me anda a fazer confusão é a praxe.

Vou ser sincera, não sei como é a praxe no Porto. Não sei que tipos de atividades são feitas e que tipo de praxe é. Mas sei que se a praxe não me agradar, não a faço (mesmo que isso signifique ser posta de parte e não poder trajar - alguém me explicar o porquê disto?). Não quero ser humilhada, não ser ser submissa de ninguém, não quero ter de andar a fazer figuras tristes pela minha cidade, não quero ir contra os meus princípios. Sei muito bem que há a praxe boa e a praxe má, mas que estas só dependem das pessoas que as estão a fazer e que são essas mesmas pessoas que fazem com que as boas vindas aos caloiros sejam inesquecíveis pelas melhores ou piores coisas.

A praxe, pelo que tenho lido e tenho ouvido, é um símbolo (posso chamá-la assim?) de integração, de respeito, de mostrar e ensinar para a vida a hierarquia que existe em todo o lado. Não entendo este tipo de coisas. Durante a nossa vida escolar toda estivemos rodeados por um sistema hierarquizado. Existem os alunos, os professores, os funcionários das escolas. Em todos os estabelecimentos de ensino existem hierarquias que tem de ser compreendidas e respeitadas. Onde é que a praxe nos ensina as hierarquias? Eu tenho muito bem a noção do que elas são e sei muito bem o sítio onde pertenço. Um símbolo de respeito? Concordo que seja, afinal estámos a começar uma etapa da nossa vida onde temos de defender e respeitar o curso que estamos a tirar. Um símbolo de integração? Claro que é, mas há limites. Limites esses que, nos últimos anos, em certos sítios, - repito, em CERTOS sítios, tem sido largamente ultrapassados. 

A praxe - já foi confirmado que foi uma praxe - que foi feita no Meco ultrapassou todos os limites. Mais, pelo que ouvi e vi nas reportagens da RTP e da TVI (quando conseguir, disponibilizo os links) a praxe e a comissão desta eram como um culto secreto. Desde termos de responsabilidade assinados, a pactos de silêncio feitos, passando pelas atividades - se é que se podem chamar atividades a isto - que foram feitas. Desde quando é que levarem um grupo de pessoas para o meio de uma serra e deixá-los lá, durante a noite, sozinhos sem qualquer tipo de indicações é uma atividade boa? Desde quando é que irem para a praia durante a noite e entrarem no mar, acabando este por levar essas mesmas pessoas, é bom?

Sei que cada um é responsável por si e que cada um faz o que quer, mas, tal como disse, há limites que deviam ser intransponíveis. Os 6 jovens que morreram naquela praia assinaram a sua sentença de morte ao aceitarem o termo de responsabilidade. É muito triste este tipo de situações... E é por causa disto que digo que a praxe e tudo o que envolve esta tradição tão antiga devia ser revista. Todo o tipo de coisas que nela se fazem deviam ser meticulosamente faladas e deviam ser impostas barreiras à humilhação e submissão que são impostas aos alunos. Já chega de ver este tipo de notícias na televisão, chega de vermos pessoas a saírem magoadas de coisas que supostamente são brincadeiras.

Mais uma vez, faço uma ressalva ao facto de ser inexperiente a falar nesta matéria e que só estou a dar a MINHA opinião!

 

 

Viva as pessoas fortes!

 

Tem sido muito complicados os últimos dias... Entre o meu avô ter ido outra vez para o hospital, o meu pai ter ido fazer exames que foram inconclusivos e saber que, provavelmente, só posso ver a minha melhor amiga nas férias, não sei qual delas a pior... Chorar é o que tenho feito nos últimos tempos para que na escola ninguém perceba nada... Viva as pessoas fortes!

 

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