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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Das coisas boas

 

Hoje estive com a minha menina. Já não a via há algum tempo e, por isso, foi muito bom conversar com ela. Foi bom poder contar-lhe algumas coisas e poder ouvir a opinião dela. Foi bom sentir que, mesmo depois de algumas "discussões", estamos iguais. Nada muda. É tão bom quando tenho tempo para estar com ela. Quando falamos e falamos. Quando recebo mimo dela.

Sei que não sou a pessoa mais fácil do mundo e que, às vezes, me torno cansativa, mas sei que ela não é capaz de me virar as costas. É a melhor do mundo!

Gosto imenso dela e sei que, mesmo que vá para longe, não há nada que a tire de mim. É bom poder estar com ela. São daquelas coisas boas!

Ele

 

Hoje voltei a sonhar com ele. Há muito tempo que não o fazia. Não deixava que ele fizesse parte do meu dia-a-dia, dos meus pensamentos, mas, por qualquer razão desconhecida, o meu subsconsciente hoje trouxe-mo outra vez. Esteve bem nítido nos meus sonhos. Esteve como o conheci. Era o meu menino. Com o seu sorriso maroto e as suas piadas de sempre.

Não sonhava com ele desde que percebi que não o podia ter na minha vida, que ele é uma mancha do meu passado que não me deixava avançar e que, por muito que eu gostasse dele, tinha de o deixar ir e tinha de me concentrar naquilo que é realmente importante.

Hoje deixei que a saudade voltasse, mas não voltou. Talvez porque já aceitei que os nossos caminhos nunca mais se vão cruzar e alinhar. Talvez porque o tornei numa pessoa indesejável. Talvez porque o tornei naquilo que eu sempre odiei.

Hoje não senti saudade, nem acordei com uma vontade imensa de chorar. Acordei com uma calma que, ultimamente, não me é característica. O sorriso não fugiu, a energia (que já é pouca) não se esgotou e nada no meu sonho me afetou o dia.

Já aceitei a ausência dele. Já sei que nada do que se passou pode voltar para o presente. Ele era "meu" e agora já não "é", mas nada disso faz diferença, porque, para mim, ele voltou a ser como qualquer outra pessoa que passou na minha vida, deixou uma marca e continuou a sua viagem sem olhar para trás.

Hoje sonhei com ele e foi como se nada se tivesse passado.

Oi!



Nos últimos dias tem sido mesmo assim. O cansaço é muito. Faltam duas semanas para acabar o último ano do secundário (depois vens os exames!!) e parece que quanto mais o tempo passa, mais trabalho aparece. Ando a dormir 3/4 horas por noite, tenho sempre imensa coisa para fazer e parece que as 24 horas do dia não chegam para nada. A única coisa que me apetece fazer é dormir e , acho que quando puder dormir, vou dormir 2 ou 3 dias seguidos...

São os últimos esforços, os últimos testes e os últimos trabalhos. Sinto-me mesmo exausta e sem paciência para nada, mas espero que tudo isto valha a pena.

Rascunhos

Tenho uma necessidade absurda de falar. Sobre o que sinto, sobre o que me incomoda, sobre o que ando a pensar e me está sempre a martelar na cabeça. Ultimamente, alguma coisa em mim mudou. Não falo, escrevo. Muito. Mas esses meus textos não saem dos rascunhos. Talvez por medo que, alguém que eu não quero que saiba como estou, venha cá e leia. Talvez porque acho que não é bom para partilhar.

A realidade é que os meus rascunhos estão cheios de textos que dizem o que me vai cá dentro. As minhas maiores mágoas de ultimamente, os medos, as vitórias e derrotas nas várias "batalhas" de que tenho sido protagonista. Os rascunhos são o meu cantinho em que me abrigo e escondo daquilo que não quero ouvir.
Sei que posso falar. Tenho pessoas em quem confio imenso, mas também sei que, a partir do momento em que falar vou ser alvo de "críticas", vou levar na cabeça até dizer chega e, por isso, prefiro escrever. Porque, às vezes, só preciso de um "estou aqui", de um " vai correr tudo bem"  ou só de um abraço. Não preciso que me digam o que fazer ou que não devo fazer. Preciso de apoio, não de mais dores de cabeça.
Ultimamente, escolho o "papel". Escolho o meu cantinho. Escolho os meus rascunhos, porque sei que posso escrever o que quiser e ninguém vai ler e opinar. Porque apesar de saber que não vou ter qualquer tipo de retorno, nem qualquer tipo de reação, fico mais aliviada, fico maisliberta.

Hoje escolho o meu "papel". Amanhã talvez passe a escolher as pessoas, mas hoje não. Fico pelas perguntas sem resposta. Fico pelos desabafos sem comentários. Hoje é assim, talvez amanhã seja diferente.

Mãe

 

Mãe não é aquele que dá há luz. Não é aquela que trata os filhos incorretamente, que os deixa a um canto sem querer saber deles. Mãe é aquela que dá amor, carinho, que abdica de muita coisa por amor aos filhos, que não se importa de passar noites sem dormir porque aquele ser que ama incondicionalmente está doente. Mãe significa amor. Incondicional. Para sempre.

Eu tenho uma mãe assim. Uma mãe que dá amor incondicional.  Nem todos os dias são bons. Nem todos os dias demonstro o quanto gosto dela. Não digo um g"osto muito de ti" nem um "amo-te" facilmente. Escrevo-os facilmente, caso ela os queira ler em todos os textos que já escrevi sobre ela. Escrevo-os, não os digo. Não por achar que não é importante, mas porque não é necessário. O beijo que lhe dou quando chego a casa, o abraço que me acolhe sempre que preciso, os olhares que trocámos demonstram todo o amor que sentimos uma pela outra. Tenho a melhor mãe do mundo e disso não há dúvidas!

 

Trabalho, trabalho, trabalho

 

Falta 1 mês para o fim do secundários. 25 dias úteis para ser mais exata. Agora está na altura de dar os últimos esforços para subir as notas que precisam de subir e manter aquelas que acho que estão bem. É hora de dar o tudo por tudo.

Esta segunda feira, dia 5, já tenho teste e, a partir de aí, não paro mais. Entre trabalhos, testes, apresentações, concursos, etc. vou tentar vir aqui, mas não vos posso prometer nada.

Trabalho, trabalho, trabalho... Está quase no fim uma das miores etapas da minha vida. Se vai acabar como eu quero? Não sei... Se tenho medo? Muitoooo! Se estou confiante e se quero trabalhar até ao fim? Sem dúvida!