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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

A grande final do The Voice

Sou fã de todos os programas de entretenimento que envolvam o talento das pessoas, então se envolver música ou dança fico completamente colada ao ecrã. Adoro!

Como não podia deixar de ser, acompanhei o The Voice ao longo do programa e fui tirando as minhas opiniões daquilo que via, mas nunca pensei que a final fosse o que foi. Acho que foi das melhores finais de um programa deste género que vi aqui em Portugal.

Uma final masculina com 4 concorrentes fortíssimos a nível de voz, de técnica e de personalidade. A escolha do vencedor era quase que impossível. Claro que adorava que o Nuno tivesse ganho, só mesmo por ser do Norte, mas acho que o Rui foi um justo vencedor como todos os outros seriam. Apesar de já ter 30 anos ou coisa parecida e já ter alguns aninhos neste tipo de andanças, tem talento, tem paixão, tem força de vontade.

O programa, no Domingo, teve todo o tipo de emoções e momentos, mas houve um que me marcou e que não paro de ver no youtube, por de tão bonito ser. É cumplicidade, amor, respeito, talento. É de um intensidade de curtar a respiração. Estou a falar do dueto Luís Sequeira e Marisa Liz. Aqui fica o vídeo:

 

Dia do Amigo

 

Segundo o que vi no blog da Pipoca Mais Doce, hoje é Dia do Amigo e, como é óbvio não podia deixar passar este dia. Porquê? Porque tenho os melhores amigos de sempre. Não são perfeitos, não tem só qualidades, mas são a família que eu escolhi e não me arrependo nada das escolhas que fiz.

Posso dizer que tenho tido muita sorte ao longo do tempo e tenho encontrado pessoas fantásticas ao longo do caminho que tenho percorrido. Já virei costas a muita gente é certa e já me viraram as costas muitas vezes, mas um grupo de pessoas que são as minhas pessoas e eu não os trocaria por nada.

São pessoas diferentes umas das outras, que sonham com coisas diferentes, que vivem de maneira diferentes e que veem a vida em sentidos opostos, mas quando toca a amizade são todos iguais. Não rejeitam um abraço, um beijo, não rejeitam ajuda ou até um pedido desta, passei a ter alguém (seja qualquer um deles) que me vem perguntar como estou regularmente, passei a ter os melhores momentos da minha vida com a presença deles todos.

Entraram em pequenos grupos na minha vida, uns há 10 anos, outros há 6/7 e outros há 3, mas é como se eu os conhecesse desde sempre e é como se eles fizessem parte de mim desde sempre. É inexplicável como eles são importantes para mim, como eles são essenciais na construção do meu "eu", como conseguem transformar um dia mau num dia fantástico.

Há uns mais especiais que outros, há quem eu ache que é mais parecido comigo do que os outros (tu Maria Beatriz, que sei que deves ler isto), mas, no fim do dia, o que conta é que todos eles, façam parte da minha vida e estejam lá nos momentos mais importantes para me dar os parabéns, um abraço, um beijo, um "tenho orgulho em ti" ou, simplesmente, me darem um olhar de tranquilidade e segurança.

O Dia do Amigo não deve ser só este dia. Deve ser sempre. O que é que adianta termos amigos neste dia se nos restantes 365 não temos ninguém que nos defenda, que se mantenha ao nosso lado e nos apoie quando mais precisamos? Eu tenho os meus hoje e o resto do ano. São os melhores do mundo!

Dependência

 

Dependência deve ser das palavras que menos gosto no dicionário. Tanto pelo seu significado enquanto palavra como pelo seu significado emocional provocado nas pessoas. Há dependências e dependências. Há aquelas que fazem mal à saúde como a das drogas, do álcool, do tabaco e depois há aquelas dependências que ao fazem à saúde, mas sim à pessoa enquanto ser emocional que é.

Eu sou daquelas pessoas que quando gosta muito de alguém, inconscientemente, fica depende dela. Não dependente no sentido de precisar sempre de que alguém me faça certas coisas, mas sim no sentido de precisar de sentir que aquela pessoa está sempre comigo, aconteça o que acontecer. Sou aquele tipo de pessoa dependente que não pode estar muito tempo sem ver as pessoas de quem gosta muito. Não gosto de ser assim, nem do que este "mal" me faz. Chega a "doer" não poder estar com aquela pessoa, chego mesmo a pensar que o melhor era mesmo ela não ter entrado na minha vida, como se os outros tivessem culpa de eu ser assim. 

Tenta-se mudar, tenta-se manter a distância, tenta-se meter na cabeça de que temos de saber estar afastados dos outros e que temos de levar a nossa vida avante porque não vamos ter sempre outra pessoa connosco pronta para nos segurar se cairmos e há medida que nos vamos distanciado dói cada vez mais e o que nos apetece é voltar a por tudo como estava, voltar a fazer o caminho para trás, mas não podemos porque é a nossa vida e, às vezes a nossa sanidade mental, que está em risco.

A desilusão do secundário

 

Nunca senti tanta desilusão... Até dói... Sempre foi um sonho e um dos meus maiores planos ir para a faculdade, mas, neste momento, parece que tudo se está a desmoronar à minha frente. As notas dos meus exames não foram nada por aí além o que faz com que a minha média não seja suficiente. Vou à 2º fase do exame de português numa tentativa de subir a minha nota, mas não consigo acreditar que este ano entre para a faculdade...

Nunca me senti tão desiludida comigo mesma. Nunca me senti tão triste. Não consigo perceber o que é que correu mal nestes últimos anos, neste caminho para chegar ao fim e não atingir os meus objetivos. Se calhar não sou tão boa como pensava. Se calhar nunca fui capaz e andei iludida este tempo todo...

Neste momento só me apetece chorar e estar fechada em casa sem falar com ninguém. Talvez amanhã consiga lidar com isto de maneira melhor...

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