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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Estou feliz!

 

 

Já há algum tempo que andava um bcado em baixo e muito desmotivada para fazer qualquer coisa que fosse. Nada me puxava o interesse, a dedicação, mas ontem tudo mudou.

Ao abrir o meu mail deparo-me com "Almoço com Margarida Rebelo Pinto". Abro o mail e, não é o meu espanto, que me deparo com um e-mail da própria autora a dizer que tem seguido o meu blog e que acha que encaramos a vida e os sentimentos de uma maneira parecida, por isso queria convidar-me para um almoço de bloggers para conhecer melhor todos os convidados e, também, para nos oferecer o novo livro que saíra dia 5 Novembro: "Os Milagres Acontecem Devagar".

Fiquei entusiasmadíssima, porque, para além de ser uma honra, saber que uma escritora portuguesa segue o meu blog, poder ser convidada pela própria para uma coisas destas é excelente.

Na realidade, não vou poder ir ao almoço visto que o mesmo é amanhã e será em Lisboa, mas ficou já dito que quando o livro vier ser apresentado cá no Porto, marcarei presença nessa mesma apresentação para que eu possa conhecer a escritora.

Hoje estou feliz! Porque não é todos os dias que aparecem estas oportunidades e não é todos os dias que aquilo que mais gostamos de fazer é apreciado.

Mais vale tarde que nunca

É impressão minha ou anda tudo maluco? Desde quando é que a Jéssica Athayde é gorda? Desde quando é que a Jéssica Athayde não tem o corpo ideal? Ela não é modelo. É atriz. Ela não tem obrigação nenhuma de ter um corpo como qualquer outra manequim, até porque, na minha opinião, a Jéssica tem um corpo mil vezes melhor do que muitas manequins, que são obrigadas a ter um peso fora do normal (para mim!).

Se ela tem um corpo igual ao das restantes mulheres portuguesas? É evidente que não. Nota-se que ela trabalha muito a sua imagem. Até ela própria diz que gosta de trabalhar o corpo dela para se sentir bem consigo mesma. Desde os sumos detox, ginásio e treinos intensivos com pt's certamente. Faz tudo para ter o corpo que tem e tendo a profissão que tem quase que uma obrigação.

Ninguém é perfeito, por isso vamos deixar-nos de fundamentalismos e de ser maldosos com os outros porque, sinceramente, isso não nos leva a lado nenhum. Vamos ser felizes com aquilo que temos e vamos deixar de criticar os outros porque não conseguimos ter aquilo que os outros tem. Vamos crescer e passar a ser pessoas que conseguem agir normalmente perante um momento bom de uma pessoa.

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Só se dá valor quando se perde

                  

 

Sempre me disseram que só quando perdemos é que começamos a dar valor às coisas e às pessoas. Sempre que ouvia isto, entrava a 100 e saía a 200, porque nunca tinha passado por nenhuma perda que me fizesse pensar.

Aos 8 anos, perdi um tio. Aos 10, perdi a minha avó paterna. A partir daí qualquer coisa mudou em mim. Deixei de ser a menina que dava tudo como garantido. Passei a dar valor a tudo e todos. Se calhar até demais. Mas, mesmo tendo essa noção, não deixo de dar valor a toda a gente e não deixo de gostar de todos os que fazem parte da minha vida de uma maneira especial.

Este ano, que estou longe de praticamente toda a gente, porque maior parte dos meus amigos está na faculdade já, deixei de os ter perto de mim. Deixei de chegar à escola e tê-los lá a fazer a festa que sempre faziam. Deixei de ter os "bons dias" ensonados, os, praticamente, 45 minutos fora da escola à espera que uma das minhas meninas fumasse. Deixou de haver as discussões, os risos, os almoços.

Há um ano atrás, se me dissessem que eu ia ter saudades de tudo isso, possivelmente, diria que estava tudo doido, que não ia ser nada assim e que eu ia levar a minha vida normalmente. Não podia ter pensado da maneira mais errada.

Hoje sinto imensas saudades disso tudo. Hoje lembro-me de tudo e sinto o meu coração apertado. Porque eles até podiam ser muito diferentes de mim, até podia não gostar de muita coisa que acontecia, mas foram essas pessoas que durante 3 anos estiveram comigo. Todos os dias da semana, horas e horas a fio. Foram eles que aceitaram como sou e, mesmo criticando, deixaram que eu fosse aquilo que sou. Foi com eles que aprendi a respeitar os outros quando são diferentes de mim. Foi com eles que cresci e que me tornei melhor. Foi com eles aprendo a querer sempre superar-me a mim mesma. Sei se sou melhor pessoa por causa deles todos. Sei que hoje tenho uma paciência do tamanho do mundo por causa deles.

Hoje dou-lhes todo o valor do mundo. Em particular, a 3 pessoas que me mudaram radicalmente. Apesar de as coisas não correrem como eu pensei que ia correr quando, em Junho, as aulas acabaram, hoje sei que elas não podiam ter entrado em melhor altura na minha vida. Ajudaram-me nas alturas mais complicadas. Fizeram-me rir quando a minha vontade era chorar. Fizeram de mim uma pessoa mais completa e isso não se consegue agradecer nunca.

Tenho saudades deles todos. Tenho saudades de tudo. E, agora, que me vejo sem nada do que estava habitada, sei que eles ficarão sempre comigo e dou-lhes todo o valor do mundo.

 

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