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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

A certeza de ser feliz.

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O Inverno traz o frio, as mantas, o chocolate quente, os serões de filmes, a vontade de dormir. Traz a chuva, os dias curtos, as horas que passam demasiado depressa. Para mim, o Inverno traz-me tudo isso, mas também me traz uma coisa que me é essencial nesta estação do ano: o mar.

Existem poucas coisas que me fazem realmente parar. Deixar a azáfama e a confusão do meu mundo e olhar à minha volta. O mar tem esse efeito em mim. Traz-me a tranquilidade que me falta, o silêncio que teima em não chegar, as certezas que não me assolam a alma como deviam. Tira-me o peso dos problemas, das incertezas, dos medos. Dá-me esperança de grandes caminhos que ainda não foram feitos, a felicidade de poder olhar ao redor e apreciar, o ar fresco que tanto procuro e nunca encontro.É no mar que deixo tudo aquilo que me incomoda, que não me deixa andar em frente, que me prende ao passado. 

Ao contrário de muitas pessoas, eu não gosto de praia no Verão. Gosto dela no Inverno. Gosto das praias desertas, do frio a bater-me na cara, do mar agitado, do pôr-do-sol que me deixa abismada sempre que o vejo. Para mim, é sinal de começo. De novas aventuras, de novos desafios, de uma vontade quase incontrolável de ser melhor. Significa deixar um bocadinho de mim naquelas ondas e trazer outra parte de mim, rejuvenescida, para casa. É trazer as certezas para percorrer um caminho que ainda não foi pisado. É deixar que a vontade de ser maior que mim mesma se entranhe. É ser feliz. 

O mar, para mim, significa uma felicidade que não se esconde, que não foge, que não me falha. Porque sou tanto dele como ele é meu. Porque existe a certeza que será assim durante muito tempo. E não existe nada mais importante que isto: a certeza de ser feliz. 

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