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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

De 1 para 2

 

A nossa vida toda foi feita de mãos dadas. Desde pequenos que, mesmo cada um com o seu caminho, tínhamos uma vida em comum, uma ligação sem igual. Crescemos juntos. Brincámos juntos. Tornámo-nos pessoas juntos. Mesmo nas situações mais complicadas, em que pensávamos que já não dava mais, mantivemo-nos unidos. Sempre te ouvi e tu a mim. Nunca larguei a tua mão e tu igualmente. Até que o inevitável aconteceu.

Arriscamos. Tornamos possível uma coisa que para muitos era uma estupidez. Correu mal e mesmo assim não nos conseguimos largar. Continuamos durante muito tempo agarrados. Eu sentia que, passasse o tempo que passasse, estaria sempre ligada a ti. Afinal eras o meu melhor amigo e os melhores amigos não viram as costas, até quando tudo se torna insuportável.

Aguentei, aguentei, aguentei. Lutei contra toda a vontade de ter largar a mão, lutei contra a vontade de fazer aquilo que sempre disse que nunca faria. A nossa relação de muita boa passou a muita má. Tanto estamos bem como mal. Tanto dizes que serei sempre a mesma pessoa para ti como me dizes que basta. Vou indo ao teu ritmo indo contra todos os meus princípios. Porque continuas a ser o meu melhor amigo. Porque vou gostar sempre de ti.

Até que chega o dia. Aquele que eu pensei que nunca iria chegar. As nossas mãos tem de se largar. As nossas vidas tem de ser separadas. Por muito altruísta que eu seja, eu preciso de ser feliz. Tal como tu. Vou gostar sempre de ti. Serás sempre aquela pessoa importante. Mas longe. Onde nenhum de nós esteja agarrado a um passado que não tinha qualquer tipo de futuro. Antes erámos quase como se fossemos só 1. Hoje passámos a ser 2.

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