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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

O que eu sou hoje

 

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Era daquele tipo de pessoas que ama. Facilmente. Intensamente. Eternamente.

Quando uma pessoa entrava na minha vida e me dava razões para a amar, nem pensava duas vezes para abraça-la fazendo tanto minha como essa pessoa era dela própria.

Deixavam de haver dois caminhos, passavam a ser só um, porque eu fazia questão de estar lá em todos os passos, em todas as quedas, em todos os atalhos. Não largava a mão.

Hoje já não é assim. Amo com a mesma intensidade, mas não com facilidade. Não deixo qualquer um entrar. Não me permito sentir o que quer que seja pelos outros. A cautela apoderou-se de tal forma de mim que, sempre que dois passos para a frente para ir ao encontro de alguém, recuo quatro ou cinco.  

É como se algo me dissesse que vou bater com a cabeça como já bati, que, se baixar a guarda, alguém vai conseguir encontrar todas as fragilidades que tenho escondido até agora. Por isso, não deixo que ninguém se aproxime demasiado para não perceber quem sou eu e de que matéria sou feita. 

Mas amo as pessoas essenciais. As que fazem parte de mim desde sempre. Amo-as intensamente e eternamente. 

 

 

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