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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Quando as coisas não nos correm bem

 

Um dos meus grandes sonhos desde pequena é o de tirar uma licenciatura. Há uns tempos comecei a pensar num mestrado e até num doutoramento. Lutei, lutei, lutei para conseguir os meus objetivos. Foram saídas à noite recusadas, foram jantares adiados, foram passeios que ficaram por dar. Tudo com o intuito de tentar dar o meu melhor, que nem sempre era o suficiente.

A verdade é que entrei no secundário muito tranquila e sem dar grande importância aos 14 e 15 que tirava porque tinha o 11º e o 12º anos para recuperar. E foi o que fiz. Os meus 11º e 12º anos foram a doer. Melhorei substancialmente as minhas notas. Tornei-me numa das melhores da turma. Uma nota abaixo dos 15 não era suficiente. Uma nota abaixo dos 15 era motivo para me agarrar ainda mais aos livros.

O secundário acabou. A minha média ficou nos 15,4. Se é má? Não. Mas não foi o suficiente. Um dos meus sonhos ficou em stand-by. A entrada na faculdade ficou pelo caminho porque não foi suficiente para conseguir entrar. Não entrei por 2 valores na 1º fase em Ciências da Comunicação e por 1 valor em Psicologia. Na 2º fase, o mesmo em CC e por 5 décimas em Psicologia.

Chorei, debati-me contra a minha realidade, mas tenho de aceitar que não estava na hora de eu entrar para um mundo novo. Enocntrei uma maneira de dar a volta à situação. Se é a ideal? Não. Nem por sombras. Mas tenho quem preciso comigo e tenho imensa força de vontade, porque quando se caí 1 vez levantamo-nos sempre 2. Não é o fim do mundo. Não vou ficar com a minha vida parada. Vou simplesmente melhorar e limar algumas arestas que já deviam ter sido limadas e preparar-me melhor para o que aí vem.

Quando as coisas não correm bem, há que dar a volta por cima e, certamente, é o que eu estou a fazer.