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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

2015

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Acho que o que define o ano de 2015 é a palavra Amor. Porque acho que foi o ano em que me dei aos outros da forma mais intensa que me lembro. Porque amei muito mais do que me lembro ter amado. Este foi um ano de emoções. Muito fortes. Muito duradouras. 

Entrei para a faculdade. Conheci as melhores pessoas para me acompanharem nos próximos anos nesta aventura chamada Ensino Superior. E tem valido tanto a pena. Cada hora passada com eles é uma mais valia para a minha vida. Cada sorriso, lágrima, suspiro dado dados ou deitados faz com que eu queiras mais e mais. Eles são tudo o que toda a gente gostava de ter como amigos.

Apaixonei-me. Como nunca pensei apaixonar. Como nunca pensei que fosse acontecer. Quis fugir e dei-me mal. Este amor deu-me uma felicidade que nunca antes tinha sentido. Acabou. E isso fez com que este ano não acabe da melhor maneira, mas também me deu coisas boas como, por exemplo, a forma como eu olho para mim mesma e como olho a outra pessoa.

Continuei a ter os melhores ao meu lado. Podem passar muitos anos, mas existe um grupo de pessoas que não sai da minha vida. Nunca. E que estão ao meu lado nas coisas boas e nas coisas más, sem nunca pensar duas vezes.Continuam comigo, aconteça o que acontecer. E nunca pedem nada em troca.

2015 foi um ano nem bom bem mau. Teve os seus altos e baixos que me deixaram feliz e triste. Chorei muito, mas mesmo muito, mas também sorri muito. Arrependo-me de certas coisas, mas orgulho-me de tantas outras. Guardo comigo o melhor e o pior deste ano.

Espero que 2016 venha com muito mais felicidade e amor. Com muito mais riso e gargalhadas. Quero que seja O ano!

Não existe turma. Existe família.

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Sempre me disseram que é na faculdade que se fazem os nossos maiores amigos. Nunca acreditei muito nisso, porque, mesmo antes de ter entrado para a faculdade já tinha feito e tenho grandes amigos e amigas de quem gosto mais do que gosto de mim própria. A verdade é que, hoje em dia, acredito muito no que me diziam. 

Arranjei mais uma família. Arranjei mais um grupo de tolinhos para a minha vida. E não podia ter pedido ou desejado melhor. Porque eles são mesmo do melhor. Somos muitos. Cada um com a sua personalidade distinta. Cada um com as suas manias e os seus jeitos de ser. E não é que, mesmo assim, nos dámos todos perfeitamente bem?

Acho que o que nos junta é o amor. Por aquilo que fazemos todos os dias. Por aquilo que queremos vir a ser. Por estarmos todos juntos a lutar pelo nosso sucesso. E o amor que temos uns pelos outros. É muito difícil descrever aquilo que somos sem falar em amor, em união, em amizade. Gostamos mesmo muito uns dos outros. Já nada faz sentido se não for assim.

Quando começamos éramos 17 ou 18. Hoje somos 1. E ninguém fica para trás. Porque se um vai, os outros também tem de ir. Se um faz, os outros também tem de fazer. É isto que nos caracteriza. Em conjunto com a boa disposição, com as piadas, com os devaneios e loucuras. Tudo isto todos os dias, em dose dupla ou tripla.

A minha aventura na faculdade está a valer a pena por causa deles. Eles tornam tudo melhor. Não existe o mundo cinzento. Existe só o mundo cor de rosa. Porque os dias cinzentos de cada um rapidamente se transformam em coisas boas. Não há permissão para tristezas. E se as houver são vividas em conjunto, nada de individualidades. É quase que um casamento. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Vale tanto isto!

A verdade é que já ninguém nos fica indiferente. É impossível. Nós somos como ímanes. Aqueles que toda a gente quer. Porque somos mesmo bons. Sem qualquer tipo de dúvida. Porque, além de sermos unidos, gostamos também de unir. Cada vez mais, cada vez mais pessoas. O amor chega e sobra. Nós temos tanto para dar e para partilhar. É só quererem. 

O meu príncipe

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Ele era um príncipe. O meu príncipe. A pessoa que eu, sem ter noção, comecei a ver como parte certa do meu futuro. Com quem queria viver, partilhar e desfrutar esta fase boa da minha vida.

O príncipe entrou na minha vida sem qualquer tipo de aviso, de alarme. Foi há 1 ano e uns meses e eu tentei sempre mantê-lo longe, mas perto de mim. Não queria ter de enfrentar algo que com tanto esforço sempre fugi. O amor. 

Ele continuava lá. Sem nunca deixar de marcar a sua presença e com a sua promessa de uma felicidade da qual eu não podia escapar.

O amor apanhou-me de tal forma que não podia fugir daquela felicidade que tanto me foi sussurrada ao ouvido durante meses e meses a fio.

Arrisquei. Fui feliz. Não o posso negar. Mas, rapidamente, aquele que era o meu príncipe transformou-se num sapo. Irreconhecível. Sem qualquer tipo de ternura que lhe era tão característica.

Apesar de se ter transformado um sapo, eu não consigo deixar de pensar nele, de sentir a falta dele. É como que se ele estivesse em todo o lado. Como que se ele me perseguisse. O cheiro dele... Ainda o sinto em mim. Como se emanasse dos meus poros. O som da voz dele... É como se o tivesse sempre comigo a sussurrar-me ao ouvido. É quase que exaustivo tê-lo sempre comigo desta forma.

Quero o meu príncipe e não este sapo feio que deixou de ser o ponto de encontro com a felicidade. Quero aquele com quem sonhei. Quero aquele com quem sorri. Quero aquele que nunca saiu de mim. Quero o meu príncipe.

Estou feliz!

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Depois de quase 2 meses de aulas sei que estou no sítio certo, que este curso me assenta totalmente as medidas.

Entrei com muito receio do que poderia a vir encontrar, mas, neste momento, sou tão feliz neste pequeno polo, com estas pessoas. Estou numa turma de gente tão boa, tão tola e tão apaixonada por isto como eu. E é tão bom acordar e saber que venho para o pólo.

Sobre o curso em si, sei que é muito trabalhoso e eu já sinto essa pressão de ter de entregar vários trabalhos com datas muito aproximadas. Tenho uns professores muito, mas muito diferentes e sei que até ao final do semestre vou continuar a não gostar de alguns. Mas não desisto.

Depois de 2 meses de aulas, tenho um grupo de amigos que rapidamente se estão a tornar família. É impressionante a forma como nós nos damos. Não conseguimos estar mais de 1 dia sem nos falarmos. Saímos das aulas e vamos todos para o facebook falar uns cons os outros numa conversa de grupo. Há uma entre-ajuda fantástica em nós. Se um está com dificuldades, os outros vão sempre ajudar. Gosto tanto deles todos!

Além disso, como já aqui tinha sido dito, eu não gostei da praxe daqui. Fui 1 dia e para mim bastou-me. Saí logo. Mas encontrei um grupo académico fantástico chamado a Real Tertúlia dos Bastardos, que integra os novos alunos e os acompanha ao longo do seu percurso académico, sem que nós tenhamos de perder todos aqueles passos importantes da faculdade como, por exemplo, o batismo. São todos tão impecáveis!

Como dá para ver estou contentissíma por estar aqui. Estou feliz!

O melhor ainda está para vir

 

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Minha companheira de sonos, sei exatamente o que estás a passar agora. Como é difícil ter de lidar com certas coisas. Como fazes o teu caminho e parece que não nada acontece. Nestas últimas semanas que faltam para os exames, vem tudo à tona. Todos os momentos em que tu conseguiste atingir as tuas metas e em que conseguiste ultrapassar-te a ti. Também vem à cabeça, os maus. Aqueles em que só nos apetece cruzar os braços e, simplesmente, desistir. Estás agora a acabar um jornada de 3 anos que, certamente, teve altos e baixos, mas que tenho a certeza que valeu a pena. Neste momento, e depois de ver a tua carinha hoje, tenho a dizer-te que vais conseguir. Ter altas notas nos exames. Entrar na faculdade. Eu sei porque tu tens a vontade. E com vontade tudo se faz. Acredita que, até ao fim, não vai ser fácil e mais momentos de quase desespero e desanimo virão. Porque a vida é assim. Porque alguém achou que nós temos de ir mesmo ao chão para conseguirmos levantarmo-nos na próxima. Acredita. Em ti. Nas tua capacidades. Eu acredito. Mesmo muito. Porque já te vou conhecendo e sei o quanto queres o teu futuro. Até ao final, estarei ao teu lado. Para te ajudar e amparar qualquer eventual queda. Mas no dia do teu sucesso, também lá estarei. A bater palmas e a dar-te os parabéns. Porque o melhor vem sempre no fim.

É ele como só ele sabe ser

 

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 A vida dá demasiadas voltas e prega-nos partidas que, às vezes, são o melhor que nos pode acontecer. 

O destino, a vida, ou seja lá o que foi, fez com que eu tropeçasse numa das pessoas mais maravilhosas e ao mesmo tempo mais chata que eu conheço. 

Ele é chato, é parvo, é teimoso até dizer chega, adora tirar-me do sério e fazer com que eu dê em maluca. Depois, é super fofo, super carinhoso, super giro, tem sentido de humor e é um amor de pessoa.

E caraças.... Eu gosto tanto dele! É daquelas pessoas que eu quero mesmo ter comigo para o resto da vida. Porque ele conseguiu que eu voltasse a confiar, mas sem nunca entrar realmente no meu espaço, que ele sabe que me é essencial. Porque me tem feito uma pessoa melhor. Porque me mudou. Porque me irrita. Porque me faz soltar gargalhadas genuinas. Porque acha que comigo leva sempre a melhor.

Gosto dele hoje, amanhã e sempre!

Solidão

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Comunicar com os outros sempre fez parte de mim. Apesar de ser uma pessoa muito envergonhada e introvertida, gosto sempre de saber mais sobre o que e quem me rodeia. É uma das linhas da minha vida. Sendo eu, agora, operadora de caixa de um hipermarcado, tenho imenso contacto com pessoas de todo o lado, passo muitas horas do meu dia a falar nem que sejam só por meros minutos a saber mais sobre este e aquele assunto. Esta mudança na minha vida, fez com que me torna-se numa pessoa que valoriza mais o silêncio e que precisa de estar muitas vezes sozinha. Passei a gostar da solidão e agora é quase uma necessidade minha. Necessidade essa que me tem vindo a trazer alguns dissabores, porque eu posso estar numa sala rodeada de gente que continuo a sentir-me só e tenho mesmo a tendência a fechar-me para sentir que ninguém invade o meu espaço. Sei que este meu estado pode tornar-se muito perigoso e que posso estar a percorrer um caminho que pode não ter volta, mas, neste momento, é esse meu estado solitário que faz com que eu não me desfaça em pedaços nos braços de alguém.

Só se dá valor quando se perde

                  

 

Sempre me disseram que só quando perdemos é que começamos a dar valor às coisas e às pessoas. Sempre que ouvia isto, entrava a 100 e saía a 200, porque nunca tinha passado por nenhuma perda que me fizesse pensar.

Aos 8 anos, perdi um tio. Aos 10, perdi a minha avó paterna. A partir daí qualquer coisa mudou em mim. Deixei de ser a menina que dava tudo como garantido. Passei a dar valor a tudo e todos. Se calhar até demais. Mas, mesmo tendo essa noção, não deixo de dar valor a toda a gente e não deixo de gostar de todos os que fazem parte da minha vida de uma maneira especial.

Este ano, que estou longe de praticamente toda a gente, porque maior parte dos meus amigos está na faculdade já, deixei de os ter perto de mim. Deixei de chegar à escola e tê-los lá a fazer a festa que sempre faziam. Deixei de ter os "bons dias" ensonados, os, praticamente, 45 minutos fora da escola à espera que uma das minhas meninas fumasse. Deixou de haver as discussões, os risos, os almoços.

Há um ano atrás, se me dissessem que eu ia ter saudades de tudo isso, possivelmente, diria que estava tudo doido, que não ia ser nada assim e que eu ia levar a minha vida normalmente. Não podia ter pensado da maneira mais errada.

Hoje sinto imensas saudades disso tudo. Hoje lembro-me de tudo e sinto o meu coração apertado. Porque eles até podiam ser muito diferentes de mim, até podia não gostar de muita coisa que acontecia, mas foram essas pessoas que durante 3 anos estiveram comigo. Todos os dias da semana, horas e horas a fio. Foram eles que aceitaram como sou e, mesmo criticando, deixaram que eu fosse aquilo que sou. Foi com eles que aprendi a respeitar os outros quando são diferentes de mim. Foi com eles que cresci e que me tornei melhor. Foi com eles aprendo a querer sempre superar-me a mim mesma. Sei se sou melhor pessoa por causa deles todos. Sei que hoje tenho uma paciência do tamanho do mundo por causa deles.

Hoje dou-lhes todo o valor do mundo. Em particular, a 3 pessoas que me mudaram radicalmente. Apesar de as coisas não correrem como eu pensei que ia correr quando, em Junho, as aulas acabaram, hoje sei que elas não podiam ter entrado em melhor altura na minha vida. Ajudaram-me nas alturas mais complicadas. Fizeram-me rir quando a minha vontade era chorar. Fizeram de mim uma pessoa mais completa e isso não se consegue agradecer nunca.

Tenho saudades deles todos. Tenho saudades de tudo. E, agora, que me vejo sem nada do que estava habitada, sei que eles ficarão sempre comigo e dou-lhes todo o valor do mundo.

 

Aquele tipo de conversas

 

Preciso de ter uma conversa com uma pessoa muito importante para mim. Mesmo muito importante! Sei que a conversa a vai magoar possivelmente, mas quem tem andado magoada com certas coisas sou eu e chega a uma altura em que ignorar já deixa de ser opção e o mais correto é enfrentar a situação de frente e não andar com paninhos quentes, como se costuma dizer. Falta-me a coragem porque é daquele tipo de conversas que eu odeio ter, porque, por muito que não se queira, acaba sempre por deixar marcas, mesmo que seja numa tentativa de melhorar tudo. Ai, como eu odeio este tipo de conversas!