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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Os Exames Nacionais

 

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Foi esta segunda feira que saíram as notas dos exames nacionais. Lá acordei eu cedo para me dirigir há escola para ver as minhas desgraças e para sair, mais uma vez, desiludids com o que tinha feito. Enganei-me redondamente. Tirei 17,5 a português e 14,8 a história. Não quis acreditar na minha nota a português. Foi como se tudo fosse irreal. Fiquei feliz por finalmente ter conseguido. A história foi diferente. Não fiquei nada satisfeita e, na próxima segunda feira, lá estarei outra vez numa daquelas salas frias e impessoais a fazer o exame. Não porque precise muito da nota, mas porque o meu ego e a minha consciência assim o exigem. Sei que consigo muito mais. Sei que faço muito melhor. Por isso, dia 20 lá estarei para arrasar com tudo, se tudo correr bem.

Estão feitos!

 

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Estão feitos os exames nacionais de português e de história A! Apesar de saber que tenho algumas coisas erradas sinto-me muito tranquila em relação aos exames. Acho que dei o meu melhor e que me esforçei muito para conseguir chegar até aqui. Estou, para já, oficialmente, de férias! Agora é aproveitar o calor e continuar a trabalhar até setembro. Porque a partir de setembro tudo pode mudar.

O melhor ainda está para vir

 

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Minha companheira de sonos, sei exatamente o que estás a passar agora. Como é difícil ter de lidar com certas coisas. Como fazes o teu caminho e parece que não nada acontece. Nestas últimas semanas que faltam para os exames, vem tudo à tona. Todos os momentos em que tu conseguiste atingir as tuas metas e em que conseguiste ultrapassar-te a ti. Também vem à cabeça, os maus. Aqueles em que só nos apetece cruzar os braços e, simplesmente, desistir. Estás agora a acabar um jornada de 3 anos que, certamente, teve altos e baixos, mas que tenho a certeza que valeu a pena. Neste momento, e depois de ver a tua carinha hoje, tenho a dizer-te que vais conseguir. Ter altas notas nos exames. Entrar na faculdade. Eu sei porque tu tens a vontade. E com vontade tudo se faz. Acredita que, até ao fim, não vai ser fácil e mais momentos de quase desespero e desanimo virão. Porque a vida é assim. Porque alguém achou que nós temos de ir mesmo ao chão para conseguirmos levantarmo-nos na próxima. Acredita. Em ti. Nas tua capacidades. Eu acredito. Mesmo muito. Porque já te vou conhecendo e sei o quanto queres o teu futuro. Até ao final, estarei ao teu lado. Para te ajudar e amparar qualquer eventual queda. Mas no dia do teu sucesso, também lá estarei. A bater palmas e a dar-te os parabéns. Porque o melhor vem sempre no fim.

Exames nacionais há porta

 

 

A época dos exames nacionais está a chegar e com ela vem o meu nervosismo e o meu medo. Nos últimos tempos tenho pensado muito em como tenho de ser melhor do que fui no ano passado, de como não posso cometer os mesmo erros, de percorrer o caminho da mesma forma que foi feito no ano passado. Este ano tenho de dar mais de mim, de acreditar mais e de ser a melhor. Isso traz-me dúvidas. 

Nunca fui de ter uma auto-confiança por aí além. Sei que sou boa a fazer certas coisas. Então quando gosto, tento mesmo ser a melhor, mas, neste caso, torna-se complicado acreditar em mim. A insegurança tem-se apoderado de mim de uma maneira que não consigo controlar. É como se tomasse conta do meu corpo e me estivesse a comandar. 

O ter de voltar à minha antiga escola também não ajuda. Vou ter de fazer lá os exames, mas custa-me imenso ter de voltar a percorrer aqueles corredores, sentar-me naquelas mesas. É como se parte de mim me dissesse que aquilo está errado e que vai tudo ser como o passado. Fui muito feliz naquele espaço, mas também passei por coisas insuportáveis. É como se estivesse a abrir gavetas que já estavam fechadas há bastante tempo e que carregam um aviso de "não abrir". 

Tem sido complicado conseguir lidar com tudo e tentar lutar contra o medo e a insegurança que, agora, estão em modo crescente. A minha atenção está virada para os livros e para o ser sempre melhor do que já fui, mas o meu lado negativo tem-se vindo a apoderar e a semear um cansaço que me tem prejudicado. 

A inscrição para os exames já está feita. Agora é agarrar-me aos livros e lutar contra todo o negativismo que já me é característico no último ano. O meu futuro depende disto. 

Só se dá valor quando se perde

                  

 

Sempre me disseram que só quando perdemos é que começamos a dar valor às coisas e às pessoas. Sempre que ouvia isto, entrava a 100 e saía a 200, porque nunca tinha passado por nenhuma perda que me fizesse pensar.

Aos 8 anos, perdi um tio. Aos 10, perdi a minha avó paterna. A partir daí qualquer coisa mudou em mim. Deixei de ser a menina que dava tudo como garantido. Passei a dar valor a tudo e todos. Se calhar até demais. Mas, mesmo tendo essa noção, não deixo de dar valor a toda a gente e não deixo de gostar de todos os que fazem parte da minha vida de uma maneira especial.

Este ano, que estou longe de praticamente toda a gente, porque maior parte dos meus amigos está na faculdade já, deixei de os ter perto de mim. Deixei de chegar à escola e tê-los lá a fazer a festa que sempre faziam. Deixei de ter os "bons dias" ensonados, os, praticamente, 45 minutos fora da escola à espera que uma das minhas meninas fumasse. Deixou de haver as discussões, os risos, os almoços.

Há um ano atrás, se me dissessem que eu ia ter saudades de tudo isso, possivelmente, diria que estava tudo doido, que não ia ser nada assim e que eu ia levar a minha vida normalmente. Não podia ter pensado da maneira mais errada.

Hoje sinto imensas saudades disso tudo. Hoje lembro-me de tudo e sinto o meu coração apertado. Porque eles até podiam ser muito diferentes de mim, até podia não gostar de muita coisa que acontecia, mas foram essas pessoas que durante 3 anos estiveram comigo. Todos os dias da semana, horas e horas a fio. Foram eles que aceitaram como sou e, mesmo criticando, deixaram que eu fosse aquilo que sou. Foi com eles que aprendi a respeitar os outros quando são diferentes de mim. Foi com eles que cresci e que me tornei melhor. Foi com eles aprendo a querer sempre superar-me a mim mesma. Sei se sou melhor pessoa por causa deles todos. Sei que hoje tenho uma paciência do tamanho do mundo por causa deles.

Hoje dou-lhes todo o valor do mundo. Em particular, a 3 pessoas que me mudaram radicalmente. Apesar de as coisas não correrem como eu pensei que ia correr quando, em Junho, as aulas acabaram, hoje sei que elas não podiam ter entrado em melhor altura na minha vida. Ajudaram-me nas alturas mais complicadas. Fizeram-me rir quando a minha vontade era chorar. Fizeram de mim uma pessoa mais completa e isso não se consegue agradecer nunca.

Tenho saudades deles todos. Tenho saudades de tudo. E, agora, que me vejo sem nada do que estava habitada, sei que eles ficarão sempre comigo e dou-lhes todo o valor do mundo.

 

Quando as coisas não nos correm bem

 

Um dos meus grandes sonhos desde pequena é o de tirar uma licenciatura. Há uns tempos comecei a pensar num mestrado e até num doutoramento. Lutei, lutei, lutei para conseguir os meus objetivos. Foram saídas à noite recusadas, foram jantares adiados, foram passeios que ficaram por dar. Tudo com o intuito de tentar dar o meu melhor, que nem sempre era o suficiente.

A verdade é que entrei no secundário muito tranquila e sem dar grande importância aos 14 e 15 que tirava porque tinha o 11º e o 12º anos para recuperar. E foi o que fiz. Os meus 11º e 12º anos foram a doer. Melhorei substancialmente as minhas notas. Tornei-me numa das melhores da turma. Uma nota abaixo dos 15 não era suficiente. Uma nota abaixo dos 15 era motivo para me agarrar ainda mais aos livros.

O secundário acabou. A minha média ficou nos 15,4. Se é má? Não. Mas não foi o suficiente. Um dos meus sonhos ficou em stand-by. A entrada na faculdade ficou pelo caminho porque não foi suficiente para conseguir entrar. Não entrei por 2 valores na 1º fase em Ciências da Comunicação e por 1 valor em Psicologia. Na 2º fase, o mesmo em CC e por 5 décimas em Psicologia.

Chorei, debati-me contra a minha realidade, mas tenho de aceitar que não estava na hora de eu entrar para um mundo novo. Enocntrei uma maneira de dar a volta à situação. Se é a ideal? Não. Nem por sombras. Mas tenho quem preciso comigo e tenho imensa força de vontade, porque quando se caí 1 vez levantamo-nos sempre 2. Não é o fim do mundo. Não vou ficar com a minha vida parada. Vou simplesmente melhorar e limar algumas arestas que já deviam ter sido limadas e preparar-me melhor para o que aí vem.

Quando as coisas não correm bem, há que dar a volta por cima e, certamente, é o que eu estou a fazer.

Tentativas e erros

 

Fui inscrever-me num colégio como assistente das disciplinas de História e de Português para, no próximo ano, ou neste ano letivo fazer, outra vez, os exames nacionais. Se foi a melhor opção? Não sei. Se era aquilo que eu realmente queria? Não. Mas sabia que tinha de fazer alguma coisa para que a minha vida não parasse.Candidatei-me na mesma à 2º fase. Mesmo numa de não ter nada a perder, porque sei que a probabilidade de entrar é mínima.

Neste momento, não sei qual será a melhor decisão, não sei qual será o melhor rumo para mim, mas pelo menos vou tentando encontrá-lo numa de tentiva e erro

A desilusão do secundário

 

Nunca senti tanta desilusão... Até dói... Sempre foi um sonho e um dos meus maiores planos ir para a faculdade, mas, neste momento, parece que tudo se está a desmoronar à minha frente. As notas dos meus exames não foram nada por aí além o que faz com que a minha média não seja suficiente. Vou à 2º fase do exame de português numa tentativa de subir a minha nota, mas não consigo acreditar que este ano entre para a faculdade...

Nunca me senti tão desiludida comigo mesma. Nunca me senti tão triste. Não consigo perceber o que é que correu mal nestes últimos anos, neste caminho para chegar ao fim e não atingir os meus objetivos. Se calhar não sou tão boa como pensava. Se calhar nunca fui capaz e andei iludida este tempo todo...

Neste momento só me apetece chorar e estar fechada em casa sem falar com ninguém. Talvez amanhã consiga lidar com isto de maneira melhor...

Exame Nacional de História A

Foi mais fácil do que eu esperava. Os santinhos ouviram-me e não saiu arte que é a matéria que mais odeio desde sempre. Saiu 11º ano, as invasões francesas e o liberalismo o que lixou muita gente e o que tornou a estrutura do exame muito diferente do habitual. Há quem diga que foi super difícil outros dizem que foi fácil. Eu cá fico-me pelo intermédio destes, mas feliz porque sai da sala com o sentimento de que fiz o melhor que pude e que sabia (vamos ver é se é suficiente...)
Diz-se por aí que estou de férias. Que venham os passeios, o calor, a boa disposição, as festas e os amigos!

É hora para dizer... adeus escola!