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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Ama-se para sempre.

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Há quem diga que tenho um coração do tamanho do mundo. Cheio de amor. Que nasci para amar. Que não sei fazer outra coisa senão amar. As pessoas que me rodeiam e as que, por alguma razão, não me podem rodear. Tudo aquilo que faço e que não faço. Tudo aquilo em que acredito e que faço com que os outros acreditem comigo. A base é sempre o amor.

A verdade é que fui aprendendo que, na minha vida, não existe muito espaço para aquilo que, de alguma forma ou feitio, não é amor. Porque não faz sentido ter ou lutar por algo que não me preenche enquanto pessoa e enquanto mulher. Porque existe um caminho muito certo em mim que é o daquilo que sinto e sei que me faz feliz, em todas as descobertas que tenho feito e vou fazendo todos os dias. Hoje sei que vivo com essa base muito certa em mim.

Amo com todo o meu coração. Só assim sei gostar dos outros. Só assim sei entregar-me aos outros e a tudo que me faz feliz. Não existem distâncias, momentos menos bons, sentimentos menos favoráveis que diminuam o meu amor pelas pessoas. Se senti que as amei uma vez, vou amá-las para o resto da vida. Mesmo que já não estejam presentes. Mesmo que os nossos caminhos se tenham desviado. Mesmo que exista uma distância que só é diminuída de longe a longe.

Acredito que toda a gente entra na nossa vida por alguma razão. E se nos fazem amá-las porque é que nos serão indiferentes depois? Ninguém me é indiferente depois de pisar as linhas do meu caminho. Porque me tocou e me mudou de alguma forma. Porque deixou alguma coisa sua em mim. E isso faz toda a diferença.

A base de tudo na minha vida é o amor. Nas suas mais variadas formas. Nas suas mais variadas distâncias. Nas mais variadas pessoas. E nunca se deve virar as costas ao amor. Porque quando se ama, ama-se para sempre.

20 Primaveras

Hoje deixo de ser "teen". Hoje passo, supostamente, a pertencer aos adultos. Deixo a adolêscencia e tudo o que ela implica para trás. Na realidade, muito antes da chegada dos meus 20 anos, já o tinha feito em certos aspetos. 

Neste momento, só quero que os 20 anos me tragam tudo o que os 19 não trouxeram. Quero mais amor, mais diversão, mais pessoas boas. Quero ter um 2º ano de faculdade excelente. Quero ter os meus do meu lado. Entrei neste dia da melhor forma possível. Que venham o 20,21,22... Estou pronta para tudo isso e muito mais!

 

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Serei sempre Novata

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 Hoje reparei que nunca mais tinha falei da Real Tertúlia dos Bastardos - o grupo académico do qual faço parte. 

Como estudante do 1º ano, fui novata. E fui tão feliz como novata. Tão feliz que gostava de ser para sempre novata e poder viver tudo vezes e vezes sem conta. É indiscritível a sensação de levar o símbolo deste grupo ao peito e poder dizer que faço parte dele.

A verdade é que somos família. Mais do que muitos imaginam. Mais do que eu estava à espera. Cada uma daquelas pessoas tornou a minha vida um bocadinho mais feliz. Semana após semana. Reunião após reunião. Foi na Real Tertúlia dos Bastardos que encontrei o meu lugar no mundo gigante que é a Academia.

Encontrei uma madrinha que me enche de amor e carinho, que me ajuda quando mais preciso, que me faz sentir especial a cada passo que damos. Tive direito a 9 fantásticos irmãos com quem "divido" a minha madrinha. E somos felizes por sermos tantos, porque, no fim do dia, o que nos une é o amor que sentimos por aquela que é a nossa "mãe" e por aquela que é a nossa casa, a Real Tertúlia dos Bastardos.

Tive direito a um Compromisso, a um Batismo, a uma Serenata. No compromisso, jurei amar a Tertúlia e honrar todos os seus momentos. Jurei ser Bastarda. No batismo, fui apelidada Fada Norte de Oz, juntando-me a uma família que não irá acabar. A Família de Oz. Na noite da monumental serenata, foi-me traçada a capa, fechando, assim, um ano que eu não queria que acabasse. O meu ano de Novata. O meu ano como bebé num mundo tão grande e maravilhoso para ser descoberto. Um ano em que as responsabilidades eram grandes, mas muito pequeninas comparadas com aquilo que ainda aí vem.

Não me importava de ser Novata outra vez. Não me importava de voltar a viver tudo de novo outra vez. Não me importava de continuar bebé, de continuar uma das pessoas novas. Aprendi tanto este ano! Fiz amigos para toda a vida. Ganhei um respeito diferente daquele que já tinha pela Academia. E fui tão, mas tão feliz!

Fui, sou e serei sempre Novata, tal como serei sempre Bastarda, orgulhosa do símbolo que leva no peito.

A ti, que me partiste o coração.

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Não te guardo qualquer tipo de rancor. Guardo, sobretudo, amor. Não só dos dois meses em que fomos namorados, mas de todo o ano que passou. Guardo os teus abraços que me faziam sentir pequenina, os teus sorrisos que me faziam derreter, todas as tuas palavras meigas e sinceras. Não guardo a mágoa que possa ter sentido durante este tempo. Não guardo nada de mau do que me possas ter feito. 

Quero lembrar-me de ti sempre como uma das pessoas de quem mais gostei na minha vida e por quem eu lutei. Muito ou pouco. Lutei e isso ninguém pode negar.  Estás guardado em mim. Hoje e sempre. Porque marcaste a minha vida. Porque me fizeste sorrir. Porque me fizeste sentir feliz.

Não te posso dizer que quero que sejas feliz com a pessoa com quem estás agora. Estaria a mentir se o fizesse. E como a sinceridade foi sempre uma das premissas mais importantes nas nossas conversas, aqui fica. Não quero que sejas feliz com outra pessoa, neste momento. Quero que aprendas a ser feliz sozinho e que aprecies isso primeiro e só depois saltes para uma relação. 

Gostava que tivesses as mesmas saudades minhas que eu tenho tuas. Gostava que sentisses aquilo que eu sinto todos os dias, que me leva quase à loucura e ao sufoco, antes que o meu lado racional tome conta de mim. Talvez por não perceber o porquê de estarmos numa fase tão cinzenta da nossa amizade. Já estivemos pior, mas, neste momento, as coisas não estão como eu gostaria que estivessem. Todos os dias me vem à cabeça o pedido que me fizeste e não compreendo o rumo que "nós" levámos. Mas a vida continua, e eu levo a minha vida com a leveza que sempre levei. Mas sempre com a pequenina esperança que algo mude. 

Hoje, depois de ter sofrido quase tudo o que tinha para sofrer, continuo a querer-te na minha vida. Continuo a querer ter aquele abraço e aquele sorriso. Continuo a querer o amigo, porque, na minha opinião, esse tipo de amor não morre. E, por muito que me tentes afastar de ti, vou estar sempre aqui. Não com toda a disponibilidade do mundo e não de braços sempre abertos, mas vou estar aqui. De onde nunca saí.

Não se apagam as pessoas de quem mais gostamos por causa de erros que elas possam ter cometido. Tu não serás apagado, nunca. Recuso-me a que isso aconteça. Porque tu vales a pena. Porque, independemente de tudo o que possa ter acontecido, gosto muito de ti. Mais do que tu possas imaginar.

2015

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Acho que o que define o ano de 2015 é a palavra Amor. Porque acho que foi o ano em que me dei aos outros da forma mais intensa que me lembro. Porque amei muito mais do que me lembro ter amado. Este foi um ano de emoções. Muito fortes. Muito duradouras. 

Entrei para a faculdade. Conheci as melhores pessoas para me acompanharem nos próximos anos nesta aventura chamada Ensino Superior. E tem valido tanto a pena. Cada hora passada com eles é uma mais valia para a minha vida. Cada sorriso, lágrima, suspiro dado dados ou deitados faz com que eu queiras mais e mais. Eles são tudo o que toda a gente gostava de ter como amigos.

Apaixonei-me. Como nunca pensei apaixonar. Como nunca pensei que fosse acontecer. Quis fugir e dei-me mal. Este amor deu-me uma felicidade que nunca antes tinha sentido. Acabou. E isso fez com que este ano não acabe da melhor maneira, mas também me deu coisas boas como, por exemplo, a forma como eu olho para mim mesma e como olho a outra pessoa.

Continuei a ter os melhores ao meu lado. Podem passar muitos anos, mas existe um grupo de pessoas que não sai da minha vida. Nunca. E que estão ao meu lado nas coisas boas e nas coisas más, sem nunca pensar duas vezes.Continuam comigo, aconteça o que acontecer. E nunca pedem nada em troca.

2015 foi um ano nem bom bem mau. Teve os seus altos e baixos que me deixaram feliz e triste. Chorei muito, mas mesmo muito, mas também sorri muito. Arrependo-me de certas coisas, mas orgulho-me de tantas outras. Guardo comigo o melhor e o pior deste ano.

Espero que 2016 venha com muito mais felicidade e amor. Com muito mais riso e gargalhadas. Quero que seja O ano!

O meu príncipe

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Ele era um príncipe. O meu príncipe. A pessoa que eu, sem ter noção, comecei a ver como parte certa do meu futuro. Com quem queria viver, partilhar e desfrutar esta fase boa da minha vida.

O príncipe entrou na minha vida sem qualquer tipo de aviso, de alarme. Foi há 1 ano e uns meses e eu tentei sempre mantê-lo longe, mas perto de mim. Não queria ter de enfrentar algo que com tanto esforço sempre fugi. O amor. 

Ele continuava lá. Sem nunca deixar de marcar a sua presença e com a sua promessa de uma felicidade da qual eu não podia escapar.

O amor apanhou-me de tal forma que não podia fugir daquela felicidade que tanto me foi sussurrada ao ouvido durante meses e meses a fio.

Arrisquei. Fui feliz. Não o posso negar. Mas, rapidamente, aquele que era o meu príncipe transformou-se num sapo. Irreconhecível. Sem qualquer tipo de ternura que lhe era tão característica.

Apesar de se ter transformado um sapo, eu não consigo deixar de pensar nele, de sentir a falta dele. É como que se ele estivesse em todo o lado. Como que se ele me perseguisse. O cheiro dele... Ainda o sinto em mim. Como se emanasse dos meus poros. O som da voz dele... É como se o tivesse sempre comigo a sussurrar-me ao ouvido. É quase que exaustivo tê-lo sempre comigo desta forma.

Quero o meu príncipe e não este sapo feio que deixou de ser o ponto de encontro com a felicidade. Quero aquele com quem sonhei. Quero aquele com quem sorri. Quero aquele que nunca saiu de mim. Quero o meu príncipe.

Estou feliz!

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Depois de quase 2 meses de aulas sei que estou no sítio certo, que este curso me assenta totalmente as medidas.

Entrei com muito receio do que poderia a vir encontrar, mas, neste momento, sou tão feliz neste pequeno polo, com estas pessoas. Estou numa turma de gente tão boa, tão tola e tão apaixonada por isto como eu. E é tão bom acordar e saber que venho para o pólo.

Sobre o curso em si, sei que é muito trabalhoso e eu já sinto essa pressão de ter de entregar vários trabalhos com datas muito aproximadas. Tenho uns professores muito, mas muito diferentes e sei que até ao final do semestre vou continuar a não gostar de alguns. Mas não desisto.

Depois de 2 meses de aulas, tenho um grupo de amigos que rapidamente se estão a tornar família. É impressionante a forma como nós nos damos. Não conseguimos estar mais de 1 dia sem nos falarmos. Saímos das aulas e vamos todos para o facebook falar uns cons os outros numa conversa de grupo. Há uma entre-ajuda fantástica em nós. Se um está com dificuldades, os outros vão sempre ajudar. Gosto tanto deles todos!

Além disso, como já aqui tinha sido dito, eu não gostei da praxe daqui. Fui 1 dia e para mim bastou-me. Saí logo. Mas encontrei um grupo académico fantástico chamado a Real Tertúlia dos Bastardos, que integra os novos alunos e os acompanha ao longo do seu percurso académico, sem que nós tenhamos de perder todos aqueles passos importantes da faculdade como, por exemplo, o batismo. São todos tão impecáveis!

Como dá para ver estou contentissíma por estar aqui. Estou feliz!