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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

CC e o programa de televisão

Todos os anos, no meu curso, o 2º ano faz um programa de televisão. Este ano, vai ser um bocadinho diferente. Os professores responsáveis quiseram mudar e então puseram as 5 turmas a trabalhar para 1 só programa. O que é que isto dá? Muita confusão, muita discussão, alguma desorganização. 

É muito complicado ter 100 pessoas a trabalhar para um só programa de televisão, mesmo que este tenha 5 partes e cada turma tenha de trabalhar para a sua. É complicado conseguir conciliar horários, ideias, feitios, soluções. É quase uma missão impossível. Mas lá vamos conseguindo, com muito, mas muito esforço.

O importante é que o dia do programa está a chegar: 6 de abril! E eu, neste momento, só quero que tudo dê resultado e que o trabalho que temos vindo a desenvolver valha todo o esforço, as noites sem dormir, as discussões sem sentido, o cansaço quase sem fim.

Dia 6 de abril, o curso de Ciências da Comunicação ganha um novo programa de televisão: "Cem Saídas".

 

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Serei sempre Novata

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 Hoje reparei que nunca mais tinha falei da Real Tertúlia dos Bastardos - o grupo académico do qual faço parte. 

Como estudante do 1º ano, fui novata. E fui tão feliz como novata. Tão feliz que gostava de ser para sempre novata e poder viver tudo vezes e vezes sem conta. É indiscritível a sensação de levar o símbolo deste grupo ao peito e poder dizer que faço parte dele.

A verdade é que somos família. Mais do que muitos imaginam. Mais do que eu estava à espera. Cada uma daquelas pessoas tornou a minha vida um bocadinho mais feliz. Semana após semana. Reunião após reunião. Foi na Real Tertúlia dos Bastardos que encontrei o meu lugar no mundo gigante que é a Academia.

Encontrei uma madrinha que me enche de amor e carinho, que me ajuda quando mais preciso, que me faz sentir especial a cada passo que damos. Tive direito a 9 fantásticos irmãos com quem "divido" a minha madrinha. E somos felizes por sermos tantos, porque, no fim do dia, o que nos une é o amor que sentimos por aquela que é a nossa "mãe" e por aquela que é a nossa casa, a Real Tertúlia dos Bastardos.

Tive direito a um Compromisso, a um Batismo, a uma Serenata. No compromisso, jurei amar a Tertúlia e honrar todos os seus momentos. Jurei ser Bastarda. No batismo, fui apelidada Fada Norte de Oz, juntando-me a uma família que não irá acabar. A Família de Oz. Na noite da monumental serenata, foi-me traçada a capa, fechando, assim, um ano que eu não queria que acabasse. O meu ano de Novata. O meu ano como bebé num mundo tão grande e maravilhoso para ser descoberto. Um ano em que as responsabilidades eram grandes, mas muito pequeninas comparadas com aquilo que ainda aí vem.

Não me importava de ser Novata outra vez. Não me importava de voltar a viver tudo de novo outra vez. Não me importava de continuar bebé, de continuar uma das pessoas novas. Aprendi tanto este ano! Fiz amigos para toda a vida. Ganhei um respeito diferente daquele que já tinha pela Academia. E fui tão, mas tão feliz!

Fui, sou e serei sempre Novata, tal como serei sempre Bastarda, orgulhosa do símbolo que leva no peito.

Não existe turma. Existe família.

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Sempre me disseram que é na faculdade que se fazem os nossos maiores amigos. Nunca acreditei muito nisso, porque, mesmo antes de ter entrado para a faculdade já tinha feito e tenho grandes amigos e amigas de quem gosto mais do que gosto de mim própria. A verdade é que, hoje em dia, acredito muito no que me diziam. 

Arranjei mais uma família. Arranjei mais um grupo de tolinhos para a minha vida. E não podia ter pedido ou desejado melhor. Porque eles são mesmo do melhor. Somos muitos. Cada um com a sua personalidade distinta. Cada um com as suas manias e os seus jeitos de ser. E não é que, mesmo assim, nos dámos todos perfeitamente bem?

Acho que o que nos junta é o amor. Por aquilo que fazemos todos os dias. Por aquilo que queremos vir a ser. Por estarmos todos juntos a lutar pelo nosso sucesso. E o amor que temos uns pelos outros. É muito difícil descrever aquilo que somos sem falar em amor, em união, em amizade. Gostamos mesmo muito uns dos outros. Já nada faz sentido se não for assim.

Quando começamos éramos 17 ou 18. Hoje somos 1. E ninguém fica para trás. Porque se um vai, os outros também tem de ir. Se um faz, os outros também tem de fazer. É isto que nos caracteriza. Em conjunto com a boa disposição, com as piadas, com os devaneios e loucuras. Tudo isto todos os dias, em dose dupla ou tripla.

A minha aventura na faculdade está a valer a pena por causa deles. Eles tornam tudo melhor. Não existe o mundo cinzento. Existe só o mundo cor de rosa. Porque os dias cinzentos de cada um rapidamente se transformam em coisas boas. Não há permissão para tristezas. E se as houver são vividas em conjunto, nada de individualidades. É quase que um casamento. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Vale tanto isto!

A verdade é que já ninguém nos fica indiferente. É impossível. Nós somos como ímanes. Aqueles que toda a gente quer. Porque somos mesmo bons. Sem qualquer tipo de dúvida. Porque, além de sermos unidos, gostamos também de unir. Cada vez mais, cada vez mais pessoas. O amor chega e sobra. Nós temos tanto para dar e para partilhar. É só quererem. 

A Madrinha!

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Pois bem, é oficial, já tenho madrinha. Já aqui tinha dito que estou num grupo académico que faz a integração dos novos alunos sem recorrer a todas aquelas coisas que a praxe recorre, mas que tem muitas das coisas que a praxe tem como, por exemplo, o apadrinhamento.

A minha escolha foi totalmente da responsabilidade da minha madrinha. Não fui eu que a escolhi, mas sim ela a mim. Ou foi a vida que nos quis juntar sem nós darmos por isso. Soube que tinha de ser ela a partir do momento em que ela me abraçou a primeira vez. Não há qualquer tipo de explicação para aquilo que senti nesse momento. Foi como se algo me dissesse "é ela". Talvez por sermos as duas Catarina. Talvez por sermos as duas umas choronas. Mas tinha mesmo de ser ela.

Nunca conheci uma pessoa com um coração tão grande como o da Cá. Nunca conheci ninguém que se desse tanto aos outros como ela. É quase que impossível descrevê-la por palavras. É mesmo muito especial. E eu gosto tanto, mas tanto dela. 

Sei, com toda a certeza, que tenho a melhor madrinha! É das pessoas que mais me tem ajudado e que mais apoio me tem dado. É a pessoa a quem o beijinho e o abraço não pode faltar. Demosntrações de carinho são a ordem do dia. Como eu gosto disso...

No meio da minha desmotivação toda em relação ao curso, neste momento, sei que tenho a melhor pessoa comigo. Sei que vou ser muito bem acompanhada ao longo destes 3 anos e que vou ter momentos com ela que nunca mais me vou esquecer. 

És mesmo a melhor madrinha do mundo, meu docinho! 

Estou feliz!

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Depois de quase 2 meses de aulas sei que estou no sítio certo, que este curso me assenta totalmente as medidas.

Entrei com muito receio do que poderia a vir encontrar, mas, neste momento, sou tão feliz neste pequeno polo, com estas pessoas. Estou numa turma de gente tão boa, tão tola e tão apaixonada por isto como eu. E é tão bom acordar e saber que venho para o pólo.

Sobre o curso em si, sei que é muito trabalhoso e eu já sinto essa pressão de ter de entregar vários trabalhos com datas muito aproximadas. Tenho uns professores muito, mas muito diferentes e sei que até ao final do semestre vou continuar a não gostar de alguns. Mas não desisto.

Depois de 2 meses de aulas, tenho um grupo de amigos que rapidamente se estão a tornar família. É impressionante a forma como nós nos damos. Não conseguimos estar mais de 1 dia sem nos falarmos. Saímos das aulas e vamos todos para o facebook falar uns cons os outros numa conversa de grupo. Há uma entre-ajuda fantástica em nós. Se um está com dificuldades, os outros vão sempre ajudar. Gosto tanto deles todos!

Além disso, como já aqui tinha sido dito, eu não gostei da praxe daqui. Fui 1 dia e para mim bastou-me. Saí logo. Mas encontrei um grupo académico fantástico chamado a Real Tertúlia dos Bastardos, que integra os novos alunos e os acompanha ao longo do seu percurso académico, sem que nós tenhamos de perder todos aqueles passos importantes da faculdade como, por exemplo, o batismo. São todos tão impecáveis!

Como dá para ver estou contentissíma por estar aqui. Estou feliz!

Quando as coisas não nos correm bem

 

Um dos meus grandes sonhos desde pequena é o de tirar uma licenciatura. Há uns tempos comecei a pensar num mestrado e até num doutoramento. Lutei, lutei, lutei para conseguir os meus objetivos. Foram saídas à noite recusadas, foram jantares adiados, foram passeios que ficaram por dar. Tudo com o intuito de tentar dar o meu melhor, que nem sempre era o suficiente.

A verdade é que entrei no secundário muito tranquila e sem dar grande importância aos 14 e 15 que tirava porque tinha o 11º e o 12º anos para recuperar. E foi o que fiz. Os meus 11º e 12º anos foram a doer. Melhorei substancialmente as minhas notas. Tornei-me numa das melhores da turma. Uma nota abaixo dos 15 não era suficiente. Uma nota abaixo dos 15 era motivo para me agarrar ainda mais aos livros.

O secundário acabou. A minha média ficou nos 15,4. Se é má? Não. Mas não foi o suficiente. Um dos meus sonhos ficou em stand-by. A entrada na faculdade ficou pelo caminho porque não foi suficiente para conseguir entrar. Não entrei por 2 valores na 1º fase em Ciências da Comunicação e por 1 valor em Psicologia. Na 2º fase, o mesmo em CC e por 5 décimas em Psicologia.

Chorei, debati-me contra a minha realidade, mas tenho de aceitar que não estava na hora de eu entrar para um mundo novo. Enocntrei uma maneira de dar a volta à situação. Se é a ideal? Não. Nem por sombras. Mas tenho quem preciso comigo e tenho imensa força de vontade, porque quando se caí 1 vez levantamo-nos sempre 2. Não é o fim do mundo. Não vou ficar com a minha vida parada. Vou simplesmente melhorar e limar algumas arestas que já deviam ter sido limadas e preparar-me melhor para o que aí vem.

Quando as coisas não correm bem, há que dar a volta por cima e, certamente, é o que eu estou a fazer.