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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

É a melhor do mundo!

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Amo-a do fundo do coração. Mesmo. Sem tirar nem por. Por aquilo que ela é. Por se ter tornado em menos de dois meses na melhor amiga do mundo (já lá vao quase 7 anos!). Por me ter tentado conhecer como mais ninguém tentou. 

Costumo dizer que é a melhor do mundo, numa de lamechice, mas a verdade é que é mesmo. Porque me atura há tantos anos. Porque nunca desistiu de mim, mesmo quando, possivelmente, a vontade era muita. Porque nunca me virou as costas quando o que eu merecia era mesmo jsso.

Se há pessoa que não é fácil sou eu. Pelas mais variadas razões. Sou chata, persistente, tento levar sempre a melhor, não a deixo fazer certas coisas, dou cabo da cabeça dela por causa de certas coisas e ela continua lá. Como se nada se passasse. Como se tudo fosse perfeito. Como se não lhe apetecesse mandar-me dar uma volta. 

Ela é assim. Porque gosta de mim. Porque se preocupa comigo. Porque sabe o quanto gosto dela. 

Ela é aquilo que eu chamo de melhor amiga. Em todos os aspetos. Em todo o tempo. Em todos os momentos. 

Amo-a e sei que a vou amar para sempre. Já está marcada em mim. Desde há 7 anos atrás até hoje. 

 

Solidão

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Comunicar com os outros sempre fez parte de mim. Apesar de ser uma pessoa muito envergonhada e introvertida, gosto sempre de saber mais sobre o que e quem me rodeia. É uma das linhas da minha vida. Sendo eu, agora, operadora de caixa de um hipermarcado, tenho imenso contacto com pessoas de todo o lado, passo muitas horas do meu dia a falar nem que sejam só por meros minutos a saber mais sobre este e aquele assunto. Esta mudança na minha vida, fez com que me torna-se numa pessoa que valoriza mais o silêncio e que precisa de estar muitas vezes sozinha. Passei a gostar da solidão e agora é quase uma necessidade minha. Necessidade essa que me tem vindo a trazer alguns dissabores, porque eu posso estar numa sala rodeada de gente que continuo a sentir-me só e tenho mesmo a tendência a fechar-me para sentir que ninguém invade o meu espaço. Sei que este meu estado pode tornar-se muito perigoso e que posso estar a percorrer um caminho que pode não ter volta, mas, neste momento, é esse meu estado solitário que faz com que eu não me desfaça em pedaços nos braços de alguém.

Aquele tipo de conversas

 

Preciso de ter uma conversa com uma pessoa muito importante para mim. Mesmo muito importante! Sei que a conversa a vai magoar possivelmente, mas quem tem andado magoada com certas coisas sou eu e chega a uma altura em que ignorar já deixa de ser opção e o mais correto é enfrentar a situação de frente e não andar com paninhos quentes, como se costuma dizer. Falta-me a coragem porque é daquele tipo de conversas que eu odeio ter, porque, por muito que não se queira, acaba sempre por deixar marcas, mesmo que seja numa tentativa de melhorar tudo. Ai, como eu odeio este tipo de conversas!

 

 

Dia do Amigo

 

Segundo o que vi no blog da Pipoca Mais Doce, hoje é Dia do Amigo e, como é óbvio não podia deixar passar este dia. Porquê? Porque tenho os melhores amigos de sempre. Não são perfeitos, não tem só qualidades, mas são a família que eu escolhi e não me arrependo nada das escolhas que fiz.

Posso dizer que tenho tido muita sorte ao longo do tempo e tenho encontrado pessoas fantásticas ao longo do caminho que tenho percorrido. Já virei costas a muita gente é certa e já me viraram as costas muitas vezes, mas um grupo de pessoas que são as minhas pessoas e eu não os trocaria por nada.

São pessoas diferentes umas das outras, que sonham com coisas diferentes, que vivem de maneira diferentes e que veem a vida em sentidos opostos, mas quando toca a amizade são todos iguais. Não rejeitam um abraço, um beijo, não rejeitam ajuda ou até um pedido desta, passei a ter alguém (seja qualquer um deles) que me vem perguntar como estou regularmente, passei a ter os melhores momentos da minha vida com a presença deles todos.

Entraram em pequenos grupos na minha vida, uns há 10 anos, outros há 6/7 e outros há 3, mas é como se eu os conhecesse desde sempre e é como se eles fizessem parte de mim desde sempre. É inexplicável como eles são importantes para mim, como eles são essenciais na construção do meu "eu", como conseguem transformar um dia mau num dia fantástico.

Há uns mais especiais que outros, há quem eu ache que é mais parecido comigo do que os outros (tu Maria Beatriz, que sei que deves ler isto), mas, no fim do dia, o que conta é que todos eles, façam parte da minha vida e estejam lá nos momentos mais importantes para me dar os parabéns, um abraço, um beijo, um "tenho orgulho em ti" ou, simplesmente, me darem um olhar de tranquilidade e segurança.

O Dia do Amigo não deve ser só este dia. Deve ser sempre. O que é que adianta termos amigos neste dia se nos restantes 365 não temos ninguém que nos defenda, que se mantenha ao nosso lado e nos apoie quando mais precisamos? Eu tenho os meus hoje e o resto do ano. São os melhores do mundo!

Dependência

 

Dependência deve ser das palavras que menos gosto no dicionário. Tanto pelo seu significado enquanto palavra como pelo seu significado emocional provocado nas pessoas. Há dependências e dependências. Há aquelas que fazem mal à saúde como a das drogas, do álcool, do tabaco e depois há aquelas dependências que ao fazem à saúde, mas sim à pessoa enquanto ser emocional que é.

Eu sou daquelas pessoas que quando gosta muito de alguém, inconscientemente, fica depende dela. Não dependente no sentido de precisar sempre de que alguém me faça certas coisas, mas sim no sentido de precisar de sentir que aquela pessoa está sempre comigo, aconteça o que acontecer. Sou aquele tipo de pessoa dependente que não pode estar muito tempo sem ver as pessoas de quem gosta muito. Não gosto de ser assim, nem do que este "mal" me faz. Chega a "doer" não poder estar com aquela pessoa, chego mesmo a pensar que o melhor era mesmo ela não ter entrado na minha vida, como se os outros tivessem culpa de eu ser assim. 

Tenta-se mudar, tenta-se manter a distância, tenta-se meter na cabeça de que temos de saber estar afastados dos outros e que temos de levar a nossa vida avante porque não vamos ter sempre outra pessoa connosco pronta para nos segurar se cairmos e há medida que nos vamos distanciado dói cada vez mais e o que nos apetece é voltar a por tudo como estava, voltar a fazer o caminho para trás, mas não podemos porque é a nossa vida e, às vezes a nossa sanidade mental, que está em risco.

Nunca é fácil

 

 

 

 

Nada na vida é linear. Não adianta fazer planos porque vai chegar a um ponto que esses planos vão deixar de fazer sentido. Não adianta acreditarmos em "para sempre's" ou coisas assim porque nunca nada acontece nesse mesmo tempo. A vida é mesmo assim. Dá-nos e depois tira-nos. O tempo e a distância são os dois aspetos essenciais para que isso aconteça.

As relações mudam e nós nunca estamos há espera que aquela relação com aquela amiga ou aquela pessoa especial mude. Mas torna-se inevitável quando o tempo e a distância estão metidos ao barulho. De repente, deixámos de ser a 1ª ou 2ª opção e passámos a ser a 4ª ou 5ª. Deixámos de ser aquela pessoa para quem se manda mensagem quando se precisa. As mensagens que costumávamos receber só porque sim ou para saber como estamos depois de termos confidenciado que não estavámos a ter uma dia bom deixam de existir. E o tempo passa e só uma pessoa é que se apercebe, porque a outra está demasiado distante, demasiado ocupada para conseguir ter a perceção de como as coisas estão diferentes.

Mudanças destas nunca são fáceis. Dói. Parece que nos estão a espetar facas e a cortar por dentro. Principalmente para pessoas que são dependentes de outras. Mas tem de se seguir em frente. Ou espera-se que o outro acorde para a vida e lute desmesuradamente contra esta mudança. Nenhuma das opções é fácil. Nenhuma das opções alivia a dor. 

A vida é assim e não se pode lutar contra isso. Quando só há um disposto para, não há nada a fazer. Só restam mesmo as memórias e os bons momentos...

......

 

Nunca me magoaste tanto como ontem... Nunca me disseste qualquer outra coisa que me ficasse marcada e doesse desta maneira... Talvez esteja na hora de eu aprender com os meus erros e com os erros dos outros.

Das coisas boas

 

Hoje estive com a minha menina. Já não a via há algum tempo e, por isso, foi muito bom conversar com ela. Foi bom poder contar-lhe algumas coisas e poder ouvir a opinião dela. Foi bom sentir que, mesmo depois de algumas "discussões", estamos iguais. Nada muda. É tão bom quando tenho tempo para estar com ela. Quando falamos e falamos. Quando recebo mimo dela.

Sei que não sou a pessoa mais fácil do mundo e que, às vezes, me torno cansativa, mas sei que ela não é capaz de me virar as costas. É a melhor do mundo!

Gosto imenso dela e sei que, mesmo que vá para longe, não há nada que a tire de mim. É bom poder estar com ela. São daquelas coisas boas!

Hoje sinto-me bem

 

Hoje sinto-me bem- Muito bem, aliás. Ontem estive com a minha menina e fez-me lindamente. Foi como uma lufada de ar fresco, como se a minha bateria tivesse sido recarregada. É bom estar com ela porque raramente o faço. Estivemos um mês sem nos vermos, mas foi como estivessemos estado todos os dias juntas. 

Ontem vi-a como já não a vi há muito tempo. Vi a minha melhor amiga de antes.Não a senti fria nem distante. Vi-a descontraída e contente como já não a via há muito tempo. Ontem senti que nada tinha mudado, que continuámos a ser nós as duas e que não há namorados, distâncias ou outras coisas que tal que mude isso. Ontem recebi o abraço e o beijinho na testa de que tanto precisava. Voltei a sentir-me protegida, voltei a sentir-me pequenina e que a tenho sempre comigo. Vi ternura nos olhos dela. Vi o quanto gosta de mim porque ela não é de muitas palavras, mas os olhos dela dizem tudo.

Ontem tive a minha melhor amiga de antes e, por isso, hoje sinto-me bem. 

 

Pimpas! ♥

 

 

Será sempre ela. A minha 1º prioridade. A minha 1º escolha. Se tiver de escolher ou ir por um caminho errado para ela estar bem, eu não penso duas vezes.  Não há explicação possível para o quanto gosto dela. Não há maneira de as outras pessoas perceberem o porquê de eu gostar tanto dela. Ela é a razão por eu não ter desistido de muitas coisas, de não ter virado costas a pessoas que secalhar o mereciam.

Entrámos num caminho sem retorno, onde existe distância que, secalhar, é mais sentida por mim do que por ela, onde existem mudanças que, provavelmente, só são percetíveis aos meus olhos, mas, mesmo assim, não seria capaz de lhe virar as costas.Nunca. Mesmo não sabendo onde é que nos leva esta caminho.

Choro por ela (muitas vezes), irrito-me com ela, faço as coisas mais parvas com ela. E sinto tanto, mas tanto, a falta dela. Todos os dias. Do que éramos antes, de todas as pequenas coisas que, na altura, faziam a diferença e agora parece que já não fazem. Das horas de almoço na escola, das conversas intermináveis. Daquele abraço que só ela sabe dar. 

Não sei como é que as coisas vão ser no futuro e se o "para sempre" que tanto se fala se adequa a nós e à nossa amizade, mas ela de mim não sai porque gosto mais dela do que gosto de mim própria, às vezes.

O "ela" de quem falo, é a minha melhor amiga...