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Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Situações incompreensíveis

Ontem houve aquela grande manifestação dos taxistas em Lisboa. Tudo muito bem. Toda a gente tem o direito de se manifestar e de reinvidar aquilo que acha que é mais correto. Mas existem limites. Limites esses que ontem foram totalmente ultrapassados por um grupo de pessoas que acha que uma manifestação só corre bem se houver pancada lá pelo meio. 

As imagens que ontem foram sendo sucessivamente passadas na televisão eram tristes. Muitos tristes. Carros da Uber a serem vandalizados, polícias a serem insultados, pessoas que partilham as mesmas ideias e estavam lá pela mesma razão a serem mal educados uns para outros. Eu pergunto-me se eles ficaram com a ideia que tinham conseguido atingir o objetivo deles... É que se acham que conseguiram, na minha opinião, estão muito errados.

O que se passou ontem foi vergonhoso e, infelizmente, muitos taxistas que gostam muito do que fazem, que nem sequer puseram os pés naquela "manifestação", hoje são mal vistos por causa de todo o caos provocado ontem. É triste, mas a realidade é que por 1 pagam todos.

Nada se conseguiu com aquele espetáculo todo, tirando o facto de toda a gente ter ficado a perceber que ainda existem homens (se é que se pode chamar homem) que pensam que as mulheres são objetos. Falo daquela declaração infeliz de um taxista para uma estação de televisão. "As leis são como as meninas virgens... São para serem violadas."

Não quis acreditar no que estava a ouvir na altura. Foi demasiado mau. Demasiado machista. Demasiado animalesco. É de uma falta noção pura. Eu achava que era impossível ouvir uma coisa destas em pleno século XXI, mas afinal ainda existem mentes pequeninas neste mundo. Eu quero acreditar que o senhor que proferiu estas palavras o disse no calor do momento e que não queria dizer de todo o que disse de forma literal, porque se não foi assim, é caso para dizer que este ser ficou na Idade Média.

Mentalidades demasiado pequenas

O Rui Maria Pêgo, filho da Júlia Pinheiro, há uns dias atrás fez um post, uma espécie de reflexão, na sua página de facebook sobre o que se passou em Orlando, nos Estados Unidos, assumindo a sua homossexualidade no final do seu texto. Pois bem, até aqui está tudo bem. Sendo figura pública e filho da pessoa que é, este assunto tomou proporções gigantes na imprensa.

Ontem, numa dessas rubricas dos programas de televisão em que se fala sobre as notícias que saem nas revistas cor-de-rosa, João Malheiro deu a sua opinião. E qual é a sua opinião? Que a homossexualidade é uma doença. Eu sei que se deve respeitar a opinião de todos, mas há limites. 

É nestas alturas que eu me apercebo que, afinal, ainda não evoluímos o suficiente para aceitarmos que as pessoas não são todas iguais, que não seguimos todos o mesmo caminho, mas que, no final de contas, somos todos seres humanos e que o amor é o mais importante.

Este senhor, sendo quem é, devia ter tido um bocadinho mais de cuidado ao comentar o que estava a comentar. Devia ter tido um bocadinho mais de respeito e de bom senso. Não somos todos iguais, nem temos de o ser. Cada um é como é. O que importa é a felicidade que isso nos traz. 

Este tipo de situações deixa-me revoltada e sem palavras. Este país ainda é feito de mentalidades demasiado pequenas e não consegue acompanhar a grandeza das pessoas de que é feito. 

 

Pray for the World

 

 

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O Mundo anda, definitivamente, virado do avesso. A noção do que está correto ou o que está errado deixou de existir. O ódio veio substituir o amor. A calma e a paz deram os seus lugares ao medo e ao pânico. 

O que aconteceu em Orlando foi uma pequena (grande!) prova disso. Não existe qualquer tipo de explicação para que 50 pessoas tenham sido mortas e muitas outras tenham ficado feridas. Não existe qualquer tipo de explicação para que um "homem" ter entrado num discoteca aos tiros como se não houvesse amanhã. Não existe explicação para que um beijo entre duas pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou não, tenha despoletado todo este cenário de sangue. Simplesmente, não existe desculpa.

O preconceito já existe há muito tempo, mas nunca foi tão demonstrada como nos últimos anos. Nunca o Mundo foi alvo de tanto ódio como agora. Nunca a humanidade foi tão atacada como nos últimos tempos. E porquê? Porque as pessoas não conseguem viver com as diferenças dos outros, porque existem estereótipos que toldam o pensamento, porque odiar o outro é muito mais fácil do que amar.

O ataque não foi uma ataque a uma comunidade. Foi um ataque a toda a humanidade. A orientação sexual de cada uma das pessoas feridas e mortas não devia importar. As escolhas que cada um faz para si, deviam ser só preocupação sua. Ninguém tem o direito de ceifar vidas desta forma. Ninguém tem o direito de dizer que este ou aquele é isto e aquilo só porque não vivem e vêm a vida da mesma forma que todos os outros.

O Mundo precisa, urgentemente, de uma mudança drástica. Para que não existam mais ataques destes, para que o ódio se dissipe e o amor percorra todos nós. Para que a paz possa ser sempre mais importante que a guerra. Depois deste ataque, o Mundo ficou mais pequenino no que toca a esperança. Somos humanos, mas cada vez menos pessoas. Porque uma pessoa, com sentimentos, com consciência, nunca faria uma coisa destas.

Não há fim à vista.

 

 

                                              

A guerra nunca acabará. É uma utopia pensarmos que este mal acabará. Nunca acabará enquanto a Humanidade não progredir. Este mal começou muito antes dos atentados de Paris em novembro. Este mal entrou na nossa vida no 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque. Em 2004, em Madrid. Em 2015, no Beirute e no Kuwait. Em 2016, em Bruxelas e em Ankara.

É de realçar que nem todos estes ataques foram terroristas. É de realçar que nem sempre é o Estado Islâmico que está à frente deste tipo de ataques. A Humanidade é responsável por isto. A Europa tem a sua quota de culpa em tudo o que tem acontecido. 

Somos uma fortaleza muito pouco forte. Tentámos passar uma imagem que está longe de ser a real. Somos os responsáveis de muitos destes ataques. Temos muito sangue nas mãos. Mais do que aquele de que temos noção. Nunca estaremos isentos de culpa. 

Todos os dias morrem milhares de pessoas por todo o Mundo. Vítimas de atrocidades destas ou de coisas parecidas. É um ciclo vicioso que não vai parar tão cedo. Somos muitos pequeninos ainda. Existem valores que deviam ser passados e que não o são. Existem valores que deviam sem completamente abolidos e continuam a ser espalhados como os mais corretos. Não há maneira de acabar com a guerra enquanto continuar a haver ódio no Homem. Enquanto existirem causas que levam homens à morte desnecessariamente, este mal nunca acabará.

Ontem foi só mais um exemplo de que a Humanidade regride todos os dias mais um bocadinho. 

Cinquenta Sombras de Grey

Primeiro quero dizer que entrei naquela sala de cinema na terça feira cheia de medo. Li e ouvi imensas opiniões de imensas pessoas que não gostaram do filme, que acharam que diziam que estava mal feito e que lhe faltava essência. Não achei assim tão mau. Gostei do filme. É verdade que a conexão das cenas deixa um pouco a desejar e que, quem não leu os livros, fica um pouco perdido porque não consegue perceber como se chegou lá. Também sou da opinião que faltam algumas partes do livro, que para mim eram essenciais e que deveriam ter sido colocadas no filme, mas não falta sexo. Muita gente ficou desiludida porque estava há espera de um filme praticamente pornografico, o que era praticamente impossível visto que a classificação do filme era para maiores de 16. Para além de tudo isso, adorei a banda sonora! Acho que é a melhor coisa de todo o filme. Desde Beyonce, a passar por Ellie Goulding e pelo The Weeknd. Achei fantástica! Resumindo e concluindo, não acho que seja um filme para ser considerado, mas acho que não ficou tão aquém do que se diz por aí.

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A hipocrisia deste país

Já aqui publiquei um texto sobre a adoção em casais homossexuais e acho que toda a gente já sabe a minha opinião e a minha posição sobre este assunto,mas não consigo ficar calada perante o que ouço e vejo.

Afinal em qe país é que que vivo? Num país de gente retrógrada e sem qualquer tipo de empatia pata com os outros? Num país onde os que querem ter um família dita tradicional o pode ter e os que de alguma forma cortam com essa tradição são discriminados?

É nestas alturas qe eu me pergunto: Os casais homossexuais são diferentes em que dos casais heterossexuais para criar uma criança? Qual é o valor que a vida de uma crianca tem para está gente que votaram não contra a adoção?

Gostava mesmo de saber quantas pessoas naquele parlamento tem filhos ou familiares adtados. Possivelmente nenhuma. Digo isto porque é impossível que alguém que já tenha adotado diga não perante uma decisão destas. Uma pessoa que já tenha adotada sabe o quão importante e é para uma criança ter uma família e de como ter exemplos para a vida são essenciais.

Custa-me perceber as pessoas que dizem que seria prejudical para uma criança ter dois pais do mesmo sexo. O importante é o amor que recebem, a valorização de algo que essas crianças ainda não tiveram a hipótese de ter. Vamos deixar de ser hipócritas e de querer tapar os olhos aqueles que vêm muito bem. Desculpas esfarrapadas estamos todos cheios.

O governo está a ir contra algo muito importante chamada declaração dos direitos do homem. Eu apoio a adoção e sempre apoiarei. A felicidade de uma criança e o seu bem estar, para mim, estarão sempre em primeiro lugar.

O mundo será dela

 (Tirada do Daily Cristina)

Toda a gente que lê o meu blog sabe que eu gosto da Cristina Ferreira. Já aqui o disse pelo menos uma vez, e não tenho nenhum problema em dize-lo. Eu gosto da Cristina Ferreira. Acho-a a melhor apresentadora do nosso país.

Podem dizer-me que ela é parola, tem uma voz esganiçada, não é humilde, que a minha opinião é completamente contrária. É lindíssima, tem um corpo fantástico (sim, é muito trabalhado, mas a profissão assim obriga), é muito profissional, competente e sim é humilde.

É uma pessoa como todas as outras, que sonhou e que, felizmente, tem conseguido conquistar tudo aquilo que sempre idealizou. Começou por ser jornalista e foi crescendo por mérito próprio e não por cunhas. Hoje em dia ganha muito mais que a maioria dos portugueses, mas ganha-o porque trabalhou para isso. Porque tem a capacidade para tornar realidade aquilo que lhe sai da cabeça.

Começou com um blog, depois veio o livro, depois as coleções dos sapatos, o perfume e agora uma revista. Esta mulher anda a conquistar o mundo, anda a quebrar recordes e anda a levar o nome de Portugal além fronteiras. Já li muitas vezes que o dinheiro dela compra tudo, que só é possível porque ela é isto e aquilo. Eu vejo este sucesso dela como uma oportunidade de dar a conhecer como somos bons e vejo uma oportunidade para criar emprego.

Em tudo o que a Cristina toca vira ouro e isso é inquestionável. É a melhor e eu estarei aqui, como sua fã, a bater palmas por cada conquista que tiver. Conquistou o país e agora vai conquistar o mundo e deste será dela.

Só pode ser genético....

 

 

Gostava de saber o qual é o gene que corre na veia das Kardashian para terem um rabo assim... Tirando a parte do ginásio, que eu sei que elas tem treinos intensíssimos, a grandeza dos rabos só pode estar no sangue. Eu estou estupefacta com estas imagens! Sempre quis ter um rabo jeitoso, mas estas duas atiram qualquer rabo grande para o lado...

 

 

 

 

Liberdade de expressão

 

Cresci a ouvir falar da liberdade de expressão, de todo o direito que toda a gente tem em expressar as suas opinião. Vivo do lado Ocidental do mundo, onde as sátiras são levadas como meras brincadeiras e como algo com que se pode trabalhar e tirar conclusões sobre varios assuntos. Eu como uma aspirante a jornalista sei que o que move uma pessoa com esta profissão são as palavras e as imagens. É através delas que se expressa. É através delas que se faz chegar a mensagem.

A religião sempre foi um assunto extramamente sensível em todo o mundo e até porque é vivida de várias maneiras, o que eu respeito, mas não assim. O fanatismo para mim não tem qualquer tipo de justificiação. Tirar 12 vidas à conta de um cartoon que não passa de uma brincadeira não tem desculpa. Para mim, aquelas 2 ou 3 pessoas que tomaram a inciativa de se fazer ouvir através de armas e de atos bárbaros tomaram a pior das decisões. Por muito amor que tivessem à religião não há justificação para este tipo de atos. São vidas. São pessoas com família, com todo um caminho feito que certamente foi duro.

Sou favor da liberdade de expressão e sou adepta das palavras. Este tipo de atos serõ sempre condenados por mim e só me rest dizer que presto as condolências a todos os familiares que perderam pessoas neste atentado. Nada os trará de volta. Nem mesmo o castigo mais severo que possa ser aplicado aos culpados. A paz que seja encontrada e que aquelas 12 pessoas sejam sempre recordadas pelo seu trabalho e por todas as coisas boas que possam ter feito.

 

 

 

Bom Jornalismo em Portugal (Ou não!)

 

Um dia destes estava no meu facebook e deparo-me com esta imagem no meu feed. Na altura não dei muita atenção ao que dizia, mas depois, ao ir ao blog da Pipoca Mais Doce, tomei consciência do quão rídicula era a imagem.

Mas nós afinal estamos num país de que? De pessoas maldosas que não conseguem lidar com o sucesso dos outros? De pessoas que não tem noção do quanto afetam as pessoas com este tipo de coisas? Que tipo  jornalismo é este que, nos últimos tempos, tem marcado pela negativa o nosso país?

Eu, como futura jornalista, espero nunca fazer destas coisas, nem tentar atingir as pessoas desta maneira. Acho isto de uma maldade tamanha. A Sara Moreira é um grande exemplo e um grande orgulho para o nosso país. Ou pelo menos devia ser. Infelizmente, tem uma profissão que a obriga a estar muitas vezes ausente, vive num país que atravessa uma crise gravíssima e muita gente passa fome, por isso tem de se fazer à vida. Certamente, treinou que se fartou. Abdicou de muitas coisas para poder estar preparada para ir a uma maratona e ficar em 3º lugar e para trazer mais uma medalha para o nosso país enquanto que consegue com que se fale de Portugal pelo mundo. É verdade que ganhou 60 mil euros, mas esse dinheiro não lhe dará para o resto da vida. Às vezes, tem de ser feitas escolhas dificeís que, qualquer um de nós, poderia ter de fazer.

Faltou ao aniversário do filho? Sim, mas com o dinheiro que ganhou conseguirá dar uma vida melhor ao filho, em termos educativos, materiais e, apesar estar no dia dos anos, a festa certamente será feita noutro dia qualquer.

Há dias em que me envergonho do país onde vivo. É nestas alturas em que nos apercebemos de como somos pequeninos, egoístas e não sabemos lidar com o sucesso dos outros. Vamos deixar-nos de hipocrisias e começar a ser pessoas verdadeiramente altruístas que ficam felizes por ver outros a levarem o nome "Portugal" mais longe.