Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vida com dois sentidos

Vida com dois sentidos

Natal

O Natal para mim sempre foi uma epóca de grande alegria e entusiasmo. Mal entrava de férias começava a chatear a minha mãe para saber quais eram os presentes que ela tinha comprado ou o pai natal ia trazer na Noite de Natal. Aquele cheiro característico destes dias fazia-me sonhar e ter sempre vontade que a noite de dia 24 chegasse. Eu adorava esta época.

Infelizmente, as coisas mudaram de há uns tempos para cá. Desde que a minha avó morreu, para mim, o Natal deixou de ser importante e passou a ser um dia como tantos outros. Agora custa-me passar estes dias. As saudades são muitas e é como se faltasse qualquer coisa dentro de mim. Sinto um grande vazio dentro de mim.

Na noite de Natal ou na noite de Passagem de Ano (dependendo do ano), falta a minha avó na cabeceira da mesa com as suas piadas, com o seu sorriso característico. Sinto falta de poder dar-lhe um beijo nas 12 badaladas. Sinto falta de a ouvir dizer "Bom Natal meus filhos e meus netos".

O Natal e a Passagem de Ano já não são o que eram e a magia perdeu-se no primeiro ano em que olhei para a mesa e faltava a minha avó, uma das pessoas mais importantes da minha vida. Agora são dias exatamente iguais aos outros.

Dias não...



Sabem aquela sensação de que tudo o que fazemos não dá em nada? Aquela sensação de que ninguém quer saber de nós? Aquela sensação de que tudo à nossa volta não faz sentido?

Ultimamente é assim que me tenho sentido... Perdida... Em pensamentos, em maus resultados, em problemas... Acho que tudo o que faço fica mal feito, que por mais que me esforçe nunca consigo atingir os meus objetivos, que ninguém quer saber se estou bem ou se estou mal... 

Sei perfeitamente que isto é mais uma das fases da estúpida adolêscencia, que me inunca o corpo com hormonas descontroladas, mas, sinceramente, estou sem forças para lutar contra isso... Simplesmente deixo-me ir...

Claro que não ando aí a chorar pelos cantos como se a minha vida estivesse mesmo desfeita...Ando com um sorriso na cara todos os dias na tentativa que as pessoas não percebam o que se anda a passar, na tentaiva que tudo melhor, na tentativa de não criar um mau ambiente à minha volta, mas torna-se muito complicado quando me lembro de alguma coisa, ou acontece algo que eu não estou à espera.

Tem sido dias um pouco complicados para mim, mas, lá no fundo, espero que tudo corra bem e que mais dia menos dia eu fique bem...

Será amor? Será paixão?

O amor é…sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; a paixão é… um afeto violento, amor ardente. Se formos ao dicionário procurarmos os significados das palavras amor e paixão é isto que nos aparece…E agora eu pergunto: Será amor? Será paixão?

O amor é dos sentimentos mais fortes e mais complicados que o ser o humano tem e sente dentro de si. É o conjugar de várias situações agradáveis, de várias memórias felizes... Constrói-se à medida que uma relação vai sendo construída. Aparece aos poucos e pouco, subtilmente, tal como uma flor ao nascer. Traz consigo a felicidade, mas também a dor. Vem com as recordações e com as saudades. Vem com a alegria e com a tristeza. Este sentimento tão bom, mas ao mesmo tempo tão mau faz com que as pessoas se tornem no melhor e no pior de si. Faz crescer, faz descobrir o que ainda não tinha sido descoberto, faz sonhar…

A paixão é um sentimento fugaz. Aparece e desaparece num abrir e fechar de olhos. Constrói-se a partir de uma impressão, de um olhar, de um toque. Traz consigo a felicidade, mas nunca a dor. É um vai e vem de sentimentos, desejos e sensações. Traz consigo a alegria e uma certa paz de espírito. É o lavar da alma, mas nunca a satisfação da mesma. É o agir de forma impensada. É a entrega sem questões. É o caminho para o amor. Não faz crescer, nem faz descobrir, mas faz questionar e faz sonhar tal como o amor.

Amor… Paixão… Duas palavras diferentes, com significados diferentes, mas certamente interligados entre si. 

Será amor?... Será paixão?… A resposta cabe a cada um de nós descobrir.

Distância

 


Durante toda a minha vida andei a saltar de "grupo" em "grupo" de amigos a tentar percebar em qual desses "grupos" me identificava mais, mas há 2 anos compreendi que talvez não fosse pessoa para estar com muitas pessoas, mas com um número reduzido de gente. (Sim, faço (ou fazia... sinceramente já nem sei) parte de uma grupo de amigos que se juntou no básico, mas nós só estamos juntos 3 ou 4 vezes por anos)  Mas quando falo em estar com um número reduzido de pessoas é nos intervalos da escola e foi assim que comecei a andar com a minha melhor amiga.

Passaram 2 anos de amizade e parece que num espaço de 1 mês muita coisa mudou... Sempre pensei que até ao final do 12º ano íamos estar sempre juntas, mas não. Agora andamos uma para cada lado e só estamos juntas 5 minutos por dia ou nem seque estamos juntas. 
Acho que me habituei mal... Habituei-me a ter-te sempre e quando precisasse e agora é tudo diferente.Passou muito pouco tempo, mas já sinto saudades de algumas coisas... Horas de almoço, intervalos, conversas que tinhamos... São pequenas coisas que faziam com que a nossa amizade fosse o que é hoje (ou talvez foi...).

Espero que apesar da "distância" nada modifique me nós...

O tempo passa, as pessoas mudam e as relações transformam-se...